Cidades

Preso acusado de enganar vítimas para aplicar golpe do cartão de crédito

Ao menos nove vítimas foram identificadas apenas na região de Sobradinho. Segundo os investigadores, os prejuízos ainda são incalculáveis

Walder Galvão
postado em 27/03/2019 15:24
Cartão de crédito com cadeado -  (foto: Leandro Mello/CB/D.A Press)
Cartão de crédito com cadeado - (foto: Leandro Mello/CB/D.A Press)
Cartão de crédito com cadeado
Agentes da 35; Delegacia de Polícia (Sobradinho 2) prenderam acusado de participar de organização criminosa especializada em aplicar golpes com cartões de crédito. Ao menos nove vítimas foram identificadas apenas na região de Sobradinho. Os investigadores chegaram ao homem na manhã dessa terça-feira (26/3).

De acordo com a investigação, os suspeitos ligavam para as vítimas, em geral idosas, e informavam sobre uma compra no cartão de crédito delas. Como os usuários não tinham realizado esse débito, os criminosos informavam que iam bloquear os cartões e, durante a conversa, conseguiam a senha.

Em seguida, um motoboy ia até a casa das vítimas coletar o cartão, supostamente bloqueado. No entanto, ele continuava ativo e os acusados o usavam para efetuar compras. A suspeita dos policiais é de que o prejuízo às vítimas é incalculável, podendo chegar a ;centenas de milhares de reais;.

O motoboy foi reconhecido por algumas das pessoas que sofreram o golpe. Agora, os agentes contam com a colaboração da população, para que todo grupo seja identificado. Caso existam outras vítimas, o ideal é procurar uma delegacia para registrar ocorrência.

Operação Luthor

Em março do ano passado, agentes da Coordenação de Combate ao Crime Organizado, ao Crime contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (CECOR) constataram ação de organização criminosa que atuava de forma semelhante aos golpístas de Sobradinho. Os suspeitos aplicavam golpes em idosos para adquirir dados dos cartões de crédito.

A operação, batizada de Luthor, resultou na prisão de 10 pessoas acusadas de participar do esquema. Eles ligavam para pessoas com mais de 65 anos, com renda financeira elevada e, geralmente, moradores de zona nobre de Brasília, e informavam sobre compras que não teriam sido efetuadas. Em seguida, informavam que o cartão teria sido cancelado e que um motoboy iria recolher o item na casa da vítima.

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