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Correio Braziliense

Um 'xêro', Carol Torres!

Morre, aos 66 anos, a jornalista Carol Torres. Ela trabalhou em diversos veículos de comunicação, entre eles o Correio Braziliense. Carol sofreu um mal súbito na manhã de quarta-feira (25/3), em João Pessoa


postado em 28/03/2019 09:49 / atualizado em 28/03/2019 20:55

A jornalista Carol Torres atuou em veículos como Jornal de Brasília, Correio Braziliense, no jornal A União, na Paraíba e no Jornal da Comunidade (foto: Arquivo Pessoal)
A jornalista Carol Torres atuou em veículos como Jornal de Brasília, Correio Braziliense, no jornal A União, na Paraíba e no Jornal da Comunidade (foto: Arquivo Pessoal)
Extrovertida, boa de prosa, uma mulher rodeada de amigos, dos velhos e dos novos, conquistados, inclusive, entre a "meninada", como ela costumava se referir aos mais jovens. Carol Torres era assim. Celebrava a vida e os amigos. Até que, na manhã de quarta-feira (27/3), aos 66 anos, partiu para outra dimensão após ter um mal súbito no apartamento em que vivia, em João Pessoa.     

Formada em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Carol passou por diversos veículos de comunicação em Brasília. No início da década de 1990, trabalhava no Correio Braziliense.  Um tempo depois, migrou para o Jornal de Brasília - onde se aposentou. Mas também emprestou seu talento ao jornal A União, na Paraíba, ao Jornal da Comunidade e foi assessora de imprensa da deputada Federal Maria Laura (PT).

Em fevereiro deste ano, Carol esteve em Brasília e reencontrou amigos do tempo em que viveu aqui. Jogou conversa fora, riu, matou saudades e voltou para a João Pessoa. Em um texto publicado nas redes sociais, um desses amigos, o jornalista Marcelo Abreu, relembrou das primeiras impressões da mulher forte que foi Carol. "Quando comecei no Correio Braziliense, início da década de 1990, foquinha de tudo, saído da faculdade, ela já era a Carol Torres, voz forte, sotaque inconfundível, com acento paraibano e pernambucano". 
 
Sobre a última vez que os amigos se reuniram - Marcelo, Carol e as duas Anas -, no Beirute da 109 Sul, Marcelo escreveu: "Lá, eu e ela, sentada ao meu lado, brindamos a vida com cerveja véu de noiva. Tim-tim! Todos os quatro rimos muito. Relembramos histórias longas, únicas. O almoço se estendeu. Saímos do Beirute perto das 16h. E, no meio de uma chuva que desabou, nos despedimos com muitos abraços. Depois, ela me escreveu: 'Foi muito mais do que um encontro, Marcelo. Foi sensacional. São momentos assim que fazem a vida valer a pena. Te amo, visse?'"
 
O sobrinho de Carol, Fábio José Torres, 44 anos diz que a jornalista morava sozinha em João Pessoa e não deixa filhos. "Ela era nossa ídolo", resume. Ele conta que a tia era extrovertida e gostava de andar com a "meninada". "Todo mundo queria encontrá-la. Ela era muito presente na vida da família. Quem gostava dela, logo se tornava melhor", relembra. 

O velório de Carol será nesta quinta-feira (28/3), às 12h30, no cemitério São João Batista, na Paraíba. A jornalista vai ser cremada às 16h, no Crematório Caminho da Paz.
 
* Estagiário sob a supervisão de Adriana Bernardes

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