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Correio Braziliense

Adolescente teve convulsão minutos após medicação no Hospital de Ceilândia

Informação consta no prontuário de Alice Mourão, 15 anos, que morreu após ser medicada no Hospital Regional de Ceilândia, há uma semana


postado em 04/04/2019 21:39 / atualizado em 05/04/2019 15:31

Adolescente reclamava de dores na barriga ao chegar à unidade de saúde(foto: Facebook/Reprodução )
Adolescente reclamava de dores na barriga ao chegar à unidade de saúde (foto: Facebook/Reprodução )
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recebeu e analisa o prontuário de atendimento médico da adolescente Alice Mourão, de 15 anos. Ela morreu após ser medicada, na última quarta-feira (27/3), no Hospital Regional de Ceilândia. 

O acesso ao documento foi solicitado pela Promotoria de Justiça Criminal de Defesa dos Usuários do Serviço de Saúde (Pro-Vidas). A promotoria informou que a documentação ainda está em análise e que parentes da vítima e funcionários da unidade de saúde participam da fase de oitivas. 

O laudo da causa morte da jovem, feito pelo Instituto de Medicina Legal (IML), da Polícia Civil, deve ficar pronto em 30 dias, prazo também para a conclusão do inquérito policial aberto. 

A adolescente, que estava acompanhada dos familiares, procurou o hospital queixando-se de dores abdominais. Ela recebeu um medicamento analgésico intravenoso e, cerca de uma hora depois, teve uma parda cardiorrespiratória.

O Correio teve acesso a informações do prontuário da vítima e a família autorizou a divulgação dos detalhes pela reportagem. O relatório apontou que houve solicitação de um exame de sangue de Alice, mas o procedimento não chegou a ser realizado. O pedido aparece como “amostra não colhida”. 

Quanto ao tipo de medicamento, o documento informa que houve prescrição de Buscopan e Dipirona para a paciente. Também consta que, 10 minutos após receber o medicamento, a paciente apresentou quadro convulsivo. 

Na Sala Vermelha, onde ficam internados pacientes em estado grave, Alice "apresentou queda de saturação, bradicardia (diminuição na frequência cardíaca)". Em seguida, começaram as manobras de ressuscitação por 50 minutos, mas sem resultado, segundo o documento. 

A promotoria quer saber se houve responsabilização dos funcionários que atenderam a adolescente ou se foi uma fatalidade. 

Por meio de nota, a Secretaria de Saúde do DF informou que abriu procedimento administrativo disciplinar para apurar as circunstâncias da morte.

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