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Correio Braziliense

Emoção marca despedida de PM morto a tiros em boate de Águas Claras

O corpo do tenente Harison foi velado no Templo Militar Evangélico. O enterro aconteceu às 11h, no Campo da Esperança, na Asa Sul. Herison estava em uma boate de Águas Claras, quando foi alvejado três vezes por um policial civil


postado em 16/04/2019 09:08 / atualizado em 16/04/2019 15:05

Familiares e amigos se reúnem no Templo Militar Evangélico da PM para prestar as última homenagens ao Tenente Harison de Oliveira Bezerra, morto por um policial civil(foto: Walder Galvão/CB/D.A Press)
Familiares e amigos se reúnem no Templo Militar Evangélico da PM para prestar as última homenagens ao Tenente Harison de Oliveira Bezerra, morto por um policial civil (foto: Walder Galvão/CB/D.A Press)
Morto a tiros em uma boate de Arniqueiras, em Águas Claras, o primeiro-tenente da Polícia Militar Herison de Oliveira Bezerra, 38 anos, teve sua despedida marcada pela emoção. Dezenas de amigos e familiares do policial se reuniram na Tempo Militar Evangélico da PM, no Setor Policial Sul, na manhã desta terça-feira (16/4). A cerimônia teve início por volta das 8h, e o sepultamento ocorreu às 11h, no Cemitério Campo da Esperança (Asa Sul). 

Um dos momentos mais marcantes da cerimônia foi quando policiais do Grupo Tático Operacional do 10° Batalhão (Gtop), de Ceilândia, equipe de Herison, chegaram à cerimônia. Em fila, os militares entraram no templo e se emocionaram.

Momento em que policiais do Grupo Tático Operacional do 10° Batalhão (Gtop), de Ceilândia, equipe de Herison, chegaram à cerimônia(foto: Walder Galvão/CB/D.A Press)
Momento em que policiais do Grupo Tático Operacional do 10° Batalhão (Gtop), de Ceilândia, equipe de Herison, chegaram à cerimônia (foto: Walder Galvão/CB/D.A Press)
Entre os presentes, há muitos profissionais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, em solidariedade ao pai de Herison, que é bombeiro. Abalados, familiares ainda não conseguiram conversar com as equipes de reportagem. Na manhã de ontem (14/4), ainda sob o forte impacto da notícia, parentes contaram ao Correio que o Herison era caseiro e muito família.  

O silêncio reina dentro do templo. Poucos conseguem conversar e muitos se emocionam ao se aproximar do corpo do primeiro-tenente. Alguns companheiros de trabalho, comentam sobre o tempo dele de serviço e das ocorrências de destaque, mas também não preferiram não conceder entrevista. 
 
Por volta das 10h30, os presentes no velório de Herison deixaram o templo e seguiram em cortejo ao Cemitério Campo da Esperança. Dezenas de veículos da PM acompanham o automóvel que transporte o corpo do militar. Emocionados, familiares também deixaram o velório e acompanham os carros.
 
No cemitério, os militares prestaram homenagem à Herison. Em fileira, bateram continência, no momento em que o corpo era levado ao túmulo. O pai e a mãe do policial passaram mal e precisram de assistência do Corpo de Bombeiros, que designou uma ambulância para acompanhar a cerimônia.  
 
 

O crime 

Herison estava em uma casa de shows de Arniqueiras, em Águas Claras, com a namorada, na madrugada de segunda-feira (14/4). Próximo ao banheiro da casa, ele teria esbarrado no policial civil Péricles Marcos Júnior, 39, que se irritou, sacou a arma e atirou três vezes contra o militar. Em seguida, o agente se entregou e confessou o crime, alegando legítima defesa. 

Herison foi socorrido ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), mas morreu cerca de uma hora após o crime. Uma mulher também foi atingida na perna por um dos tiros do agente. Ela foi socorrida ao Hospital de Base do Distrito Federal, mas não ficou gravemente ferida e não precisou passar por procedimentos cirúrgicos. 

 

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