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Correio Braziliense

Carro de professora é atingido por pedra na EPTG; polícia suspeita de golpe

Segundo a Polícia Militar, atingir veículos com pedras e outros objetos é uma estratégia comum de criminosos para facilitar assaltos no DF


postado em 23/04/2019 15:34 / atualizado em 23/04/2019 16:11

Pedra por pouco não atingiu vidros do carro(foto: Arquivo pessoal)
Pedra por pouco não atingiu vidros do carro (foto: Arquivo pessoal)
Andrea Carla Marques, 51, foi surpreendida por uma pedrada em seu carro enquanto dirigia pela Estrada Parque Taguatinga (EPTG) na noite de segunda-feira (22/4). A professora universitária chegou a ver um suspeito segurando o que parecia ser uma faca. Segundo a Polícia Militar, essa é uma estratégia usada por criminosos para assaltar veículos nas vias do Distrito Federal.

"Eu estava descendo o viaduto que faz cruzamento para o Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA) e senti o impacto da pedrada batendo no teto do carro. Na hora, fiquei muito assustada, mas identifiquei que seria uma tentativa de assalto", contou Andrea. A vítima seguiu com o carro mesmo após a batida, o que é uma recomendação da PM: "Orientamos aos motoristas que não parem o veículo caso atingido por algum objeto, mas sim que procurem um lugar seguro e acionem a Polícia Militar imediatamente".

Foi o que a professora fez. Ao ligar no 190, mais uma surpresa: não era a primeira ligação do dia para a corporação denunciando o mesmo caso. "Quem me atendeu até achou que era a mesma pessoa da última ligação, porque os casos eram exatamente os mesmos", disse Andrea. Para ela, o mesmo suspeito pode ter feito isso com outras vítimas e os casos podem voltar a se repetir caso não haja providência.

"Cheguei em casa trêmula pela experiência, estava muito angustiada. Mas o sentimento de impotência continua, porque eu posso passar pelo mesmo lugar e isso acontecer de novo." A pedra não atingiu os vidros do carro. 

De acordo com a PM, não existe um dado de quantos casos assim foram registrados nos últimos meses. "Não temos este recorte específico, uma vez que a PMDF é acionada via 190 e o registro do atendimento pode ter várias naturezas: ‘em apuração’, ‘tentativa de roubo’ ou ‘dano ao patrimônio’, dependendo do caso."

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