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Correio Braziliense

Homem é preso ao se passar por estudante para conseguir visto americano

O suspeito é açougueiro em Minas Gerais e apresentou documentos falsos aos agentes diplomáticos da Embaixada dos Estados Unidos. Se condenado, ele pode pegar de 1 a 5 anos de prisão


postado em 23/04/2019 19:06 / atualizado em 23/04/2019 19:35

Ele tentava conseguir um visto de turista para os Estados Unidos usando documentos falsos(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Ele tentava conseguir um visto de turista para os Estados Unidos usando documentos falsos (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Um açougueiro de 26 anos foi preso em flagrante, na tarde desta terça-feira (23/4), enquanto tentava conseguir um visto de turista para os Estados Unidos usando documentos falsos. O suspeito mora em Sobrália, no interior de Minas Gerais, e estava em Brasília desde sábado (20/4), hospedado no Hotel Nacional. Após ser detido na sede da representação do país, ele foi levado para a carceragem da Polícia Civil e deve passar pela audiência de custódia na quarta-feira (24/4).

Ele ficaria hospedado em Brasília até quinta-feira (25/4). Aos agentes da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), o jovem afirmou que pretendia visitar um irmão que mora nos Estados Unidos há 17 anos. No entanto, os investigadores não confirmaram essa informação.

Jovem de 26 anos desembolsou R$ 5 mil para conseguir declarações de escolaridade e de rendimentos(foto: PCDF/Divulgação)
Jovem de 26 anos desembolsou R$ 5 mil para conseguir declarações de escolaridade e de rendimentos (foto: PCDF/Divulgação)
Além da identidade, o suspeito apresentou dois extratos bancários de dois bancos; uma declaração de Imposto de Renda; e um comprovante de matrícula no 9º semestre do curso de educação física da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). Entretanto, o rapaz estudou até o 1º ano do ensino médio e a instituição de ensino negou que ele fosse aluno.

A delegada Bruna Eiras, da 1ª DP, disse que casos como esse têm sido frequentes, principalmente entre moradores de cidades do interior de Minas Gerais, e que essa foi o sexta ocorrência na embaixada norte-americana. "Ele é uma pessoa humilde. Recebe R$ 1,2 mil por mês. Ele confessou que sabia que os documentos eram falsos, mas não achou que pudesse ser preso por isso”, comentou Bruna.

A delegada acrescentou que o rapaz pagou R$ 5 mil a uma pessoa que falsificasse os documentos. “Ele achava que, com a documentação que tinha, não seria aprovado. Por isso, apresentou comprovantes que mostravam uma renda maior.”

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a embaixada registrou casos semelhantes com outras pessoas de Sobrália e com moradores de Governador Valadares (MG). Os casos estão sob investigação. Por não ter passagens pela polícia, não representar grave ameaça e pelo fato de a ação não ter envolvido violência, é possível que o jovem seja liberado durante a audiência de custódia. O crime de uso de documento falso é inafiançável e pode resultar em prisão de um a cinco anos.

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