Publicidade

Correio Braziliense

Estelionatária é presa ao tentar aplicar golpe repetido na mesma empresa

Mulher pegou semi-joias para venda consignada, mas sumiu. Sem saber, ela tentou pegar lingerie em uma loja nova, cujo dono é a mesma vítima do primeiro golpe


postado em 23/04/2019 19:59 / atualizado em 23/04/2019 20:16

A mulher foi descoberta após tentar aplicar segundo golpe na mesma empres(foto: Divulgação/PCDF)
A mulher foi descoberta após tentar aplicar segundo golpe na mesma empres (foto: Divulgação/PCDF)

Uma mulher de 31 anos foi presa pós tentar aplicar o mesmo golpe duas vezes na mesma empresa. A suspeita adquiria mercadorias para venda consignada — o fornecedor disponibiliza o produto ao interessado para a comercialização, sem pagamento prévio, e o acerto é realizado em data acordada — e, no dia de realizar o pagamento aos empresários, sumia. Investigada desde 18 de abril, ela foi detida por agentes da 23ª Delegacia de Polícia (Setor P Sul) nesta segunda-feira (22/4). 

A acusada usava uma identidade falsa para pegar as mercadorias nas lojas que trabalham com consignação. "É um tipo de venda a qual não se tem muito critério, o resto é todo do fornecedor. Qualquer pessoa que procure este tipo de estabelecimento com o interesse em vender, pode conseguir o produto, como foi este caso. Só que a mulher não usava os próprios dados, para que não fosse encontrada pelas vítimas", comentou o delegado Maurício Iacozzilli. 
 
O acordo feito entre a suspeita e a gerente era que, em abril, ela pagaria o valor referente às vendas das semi-joias. Contudo, no dia determinado, a mulher sumiu e bloqueou a vítima no aplicativo de conversas online WhatsApp. "A entrega das mercadorias foi feito na casa dela, só que a criminosa tinha um plano minucioso. Logo após adquirir o produto, mudou-se de residência. Como os dados dela eram falsos, não havia rastro de onde ela poderia estar", explicou o delegado. 
 
Sem conseguir resolver a situação, a empresária procurou a 23ªDP, onde registrou o boletim de ocorrência contra a moradora de Ceilândia. Os agentes da unidade iniciaram as investigações e, com a ajuda da própria golpista, conseguiram solucionar o crime.
 
Na tarde de segunda-feira (22), ela fez contato com uma loja que vende lingerie. A gerente do estabelecimento é a mesma, mas o nome do empreendimento é outro. Portanto, a acusada não suspeitou de que tentava aplicar o mesmo golpe no mesmo local. 
 
"A golpista disse que queria fazer a venda e marcou com a gerente para que os produtos fossem entregues na casa dela, pela tarde. A gerente marcou o encontro e pegou todas as informações. Logo depois de falar com a suspeita, encontrou em contato conosco", contoua Iacozzilli. 
 
Os agentes foram até a casa da mulher, na Vila Madureira, no Setor Habitacional Sol Nascente. Ela acabou presa pelo crime de estelionato consumado e tentado — o primeiro da loja de semi-joias e, o segunda, pelo estabelecimento de lingerie. Os dois crimes prevêem penas de até oito anos. A suspeita também responde por uso de documento falso e, por este delito, pode pegar até sei anos de prisão.
 
Policiais apreenderam as mercadorias do primeiro golpe, que foram restituídas à gerente da loja. Eles também encontraram uma segunda maleta de semi-joias e diversos cosméticos femininos. As procedências destes produtos serão investigadas pela 23ª DP, para identificar se a mulher fez outras vítimas. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade