Publicidade

Correio Braziliense

Bombeiro que furtou caminhão e seguiu para o Congresso Nacional é condenado

A Justiça condenou o 2° sargento Fabrício Marcos de Araújo a quatro anos de prisão. A defesa garante que vai recorrer à decisão


postado em 25/04/2019 20:56 / atualizado em 25/04/2019 21:08

O bombeiro só parou na Esplanada dos Ministérios, quando policiais militares acertaram tiros nos pneus do veículo(foto: PMDF/Divulgação)
O bombeiro só parou na Esplanada dos Ministérios, quando policiais militares acertaram tiros nos pneus do veículo (foto: PMDF/Divulgação)

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) condenou o 2° sargento do Corpo de Bombeiros Fabrício Marcos de Araújo a quatro anos de prisão. A decisão saiu nessa quarta-feira (24/4), durante audiência conduzida por quatro juízes. O réu é acusado de furtar um caminhão dos bombeiros e seguir em direção ao Congresso Nacional.  

O caso aconteceu em 3 de dezembro de 2017, quando Fabrício pegou o veículo da corporação, em Ceilândia, e dirigiu em alta velocidade em direção ao Plano Piloto. Ele só parou na Esplanada dos Ministérios, quando policiais militares acertaram tiros nos pneus do veículo oficial, usado para combater fogo.  

Dois advogados estão à frente da defesa de Fabrício. Eles garantiram que ainda emitirão posicionamento sobre o assunto, mas adiantaram que vão recorrer à decisão. A dupla de defensores também confirmou a sentença ao Correio.   

A reportagem entrou em contato com o TJDFT, no entanto, a assessoria de imprensa do órgão informou que a decisão só irá ser publicada nesta sexta-feira (26/4) e não poderiam passar mais detalhes sobre o que foi discutido durante a audiência.  

Não se lembra 

Após o caso, o bombeiro ainda informou não se lembrar de dirigir o caminhão furtado por mais de 31km em alta velocidade. À época, a defesa alegou que o militar estava fora da sanidade em razão de um “excepcional estresse mental”. Com a repercussão do ocorrido, Comissão da Câmara Legislativa do DF (CLDF) emitiu posicionamento e definiu a situação como “grave”.  
 
 

No momento do crime, Fabrício também teria usado aplicativos de troca de mensagens para mandar áudios enquanto ainda dirigia o caminhão. Ele teria dito que não tinha intenção de machucar civis, mas desejava chegar ao Congresso Nacional.  

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade