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Correio Braziliense

Família pede justiça para jovem que morreu no Hospital de Sobradinho

Sepultamento de Beatriz Viana da Silva ocorre no Cemitério de Sobradinho, no fim da tarde desta terça-feira (14/5). Parentes e amigos se emocionaram ao relembrar da jovem e cobraram mudanças na gestão da Saúde do DF


postado em 14/05/2019 17:28 / atualizado em 14/05/2019 17:28

Corpo de Beatriz é velado no Cemitério de Sobradinho desde as 14h. Sepultamento está marcado para as 17h(foto: Juliana Andrade/CB/D.A Press)
Corpo de Beatriz é velado no Cemitério de Sobradinho desde as 14h. Sepultamento está marcado para as 17h (foto: Juliana Andrade/CB/D.A Press)
Em meio a muita emoção, a família e os amigos de Beatriz Viana da Silva se despediram da jovem, na tarde desta terça-feira (14/5), no Cemitério de Sobradinho. A jovem, de 19 anos, morreu no último sábado (11/5), no Hospital Regional de Sobradinho (HRS), depois de ter, sem sucesso, tentado atendimento na unidade. 

A responsabilidade da jovem como mãe de um bebê de 6 meses foi lembrada por parentes. A todo momento, amigos consolavam o marido de Beatriz, Wesley Nascimento, 20.

Cristiane Pereira, 36, madrinha do auxiliar de eletricista, contou que os R$ 200 que ele levava no bolso durante a busca por atendimento eram para comprar um andador para o filho do casal, a pedido da própria Beatriz.

"Apesar de jovem, ela era muito responsável e uma ótima mãe. Ela pediu para o marido o andador de presente de Dia das Mães. Wesley disse que vai comprar, pois esse foi o último pedido dela", relatou a coordenadora de uma organização não governamental.

Com o filho de Beatriz, nos braços, as amigas da jovem lembram como era fácil arracar um sorriso da dela. Nathália Evelyn, 19, conta que as duas dançavam juntas no grupo da igreja. "Ela era uma pessoa incrível, muito amiga e tinha uma ótima memória. Quando esquecíamos algum passo, era só perguntar para a Bia que ela sabia", contou.

Família quer justiça 


Cristiane conta que a família não deseja mal a nenhum funcionário, mas quer justiça, para que esse tipo de situação não volte acontecer com outras pessoas. "Tem de haver uma mudança de atitude, da forma de gestão. Não é só trocar as pessoas, pois isso não é só em Sobradinho, mas em todas unidades de saúde do DF", desabafou.

Durante o velorio, a irmã de Beatriz, Bianca Rubiano, 23, comentou o pedido de desculpas do governador Ibaneis Rocha (MDB): "Não resolve nada. Agora ela já se foi. Se eles a tivessem atendido, ela estaria em casa agora, com o filho no colo".

As causas da morte ainda estão sendo investigadas. O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) deve ficar pronto em 30 dias.

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