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Correio Braziliense

Mulher é morta após ir para festa, ter o celular furtado e reclamar

O caso aconteceu em 31 de março, em Planaltina. A vítima levou um tiro no rosto e foi jogada em córrego do Paranoá


postado em 14/05/2019 21:56 / atualizado em 15/05/2019 13:56

Carro em que os bandidos levaram o corpo de Rayane. Testes de luminol identificaram o sangue da vítima no porta-malas(foto: Divulgação / PCDF)
Carro em que os bandidos levaram o corpo de Rayane. Testes de luminol identificaram o sangue da vítima no porta-malas (foto: Divulgação / PCDF)
Agentes da 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina) elucidaram um homicídio cometido durante uma festa em Planaltina. Rayane Nunes de Oliveira, 27 anos, foi assassinada com um tiro no rosto. Três homens são suspeitos. O corpo da vítima foi jogado no Córrego Capão da Erva, no Paranoá. 

Conforme informações da investigação, a mulher morava em Formosa (GO) e tinha ido a uma festa no bairro Arapoanga, em Planaltina, no dia 31 de março. Lá, ela se envolveu com um dos autores, identificado como Pedro Paulo Farias de Sousa, vulgo ‘Pepê’. Na madrugada do dia 1º de abril, o casal saiu da festa e seguiu para Formosa, acompanhados de duas mulheres e dois dos acusados pelo homicídio: Wellington Santos Nascimento, o Bartolo; e Mateus Costa Fernandes. Foi a última vez que a vítima foi vista com vida.

Como ela não retornou da festa, amigos iniciaram as buscas. Uma colega publicou um texto e imagens da jovem em redes sociais, a fim de obter informações. A família fez um boletim de desaparecimento ainda em 1º de abril. O cadáver de Rayane foi encontrado boiando no córrego, no dia 7 de abril. 

A vítima foi morta após reclamar sobre o furto de celular (foto: Divulgação / PCDF)
A vítima foi morta após reclamar sobre o furto de celular (foto: Divulgação / PCDF)
"A partir da morte da vítima, mudamos nosso foco de atuação. Procuramos os rastros de Rayane na noite da festa e chegamos até o Mateus. Inclusive, ele havia sido preso pela Polícia Militar em 2 de abril, por mandado de prisão expedido por roubo, crime investigado na delegacia", explica o delegado-chefe Fabrício Augusto Borges. 

Durante a prisão, Mateus teve o veículo apreendido, por falta de documentação. O carro foi encaminhado para o pátio do Detran, oportunidade que os policiais aproveitaram para aprofundar a apuração do crime. "A perícia utilizou o luminol no automóvel, e localizou vestígios de sangue de Rayane no porta-malas. Diante desses fatos, levamos o suspeito para a delegacia, onde foi interrogado e confessou o assassinato", frisa.

De acordo com o delegado, o acusado explicou que Rayane teve o celular furtado por Pepê, durante a noite e reclamou da situação com os três suspeitos. “Ela confrontou Mateus que, quando questionado, sacou o revólver e atirou no rosto da garota. Em seguida, o trio enrolou o corpo de Rayane em um lençol, levaram para o porta-malas do carro de Mateus e seguiram para o córrego”, descreve Fabrício Borges. Depois de abandonarem o corpo, os acusados retornaram para a cena do crime e limparam todos os vestígios do assassinato. Para que não fossem entregues, eles ameaçaram as testemunhas de morte. 

Para desvendar o caso, os agentes da 31ª DP realizaram diligências em Planaltina, no Paranoá e em Formosa (GO). As prisões dois últimos dois suspeitos, Pedro Paulo e Wellington, aconteceram na manhã desta terça-feira (14/5). Os acusados responderão por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, furto e fraude processual.

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