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Correio Braziliense

Polícia investiga se 'Vampiro do Itapoã' foi o mandante de assassinato

Jovem é suspeito de matar e beber o sangue da vítima no Itapoã. Polícia ainda trabalha para esclarecer se foi ele quem mandou matar Heraldo José de Carvalho


postado em 16/05/2019 16:10 / atualizado em 16/05/2019 16:14

Barra de ferro usada no assassinato de Heraldo(foto: Alan Rios/CB/D.A. Press)
Barra de ferro usada no assassinato de Heraldo (foto: Alan Rios/CB/D.A. Press)
Investigadores da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) continuam colhendo depoimentos sobre o caso do "Vampiro do Itapoã", um jovem de 24 anos suspeito de matar e beber o sangue de uma vítima de 43 anos. A polícia quer saber se ele é apenas o mandante ou se ajudou a assassinar Heraldo José de Carvalho. 

O jovem foi preso na quarta-feira (15/5) e, desde então, a delegada responsável pelo caso, Jane Klébia, recebe uma série de denúncias contraditórias sobre ele. Até agora, o que diversas pessoas ouvidas relataram em comum é que ele dizia beber sangue de suas vítimas — animais e humanos. 

O crime que resultou na prisão aconteceu no último domingo (12/5). Ele e outras três pessoas, uma deles um adolescente, comemoravam o Dia das Mães bebendo e fazendo uso de drogas no Itapoã. O "Vampiro do Itapoã", irritado com Heraldo por um serviço não prestado, teria dado a ordem para que ele fosse assassinado. 
 
Heraldo tinha marcas de perfuração de facas e uma pancada na cabeça, provocada por uma barra de ferro. O que a polícia quer esclarecer agora é a participação de cada um na morte da vítima. Uma testemunha contou que Eduardo chegou a beber o sangue do morto, o que gerou o apelido.
 
“No primeiro depoimento que ouvimos, a testemunha diz que Eduardo teria mandado três conhecidos próximos 'resolverem o problema' da briga dele com o vizinho. O trio teria ido até a vítima com uma barra de ferro e um deles, menor de idade, teria atingido o Heraldo com golpes na cabeça. Essa é uma das versões. Mas ainda precisamos ouvir todos os envolvidos”, explicou a delegada Jane Klébia.
 
A polícia quer saber, agora, o paradeiro dos outros três envolvidos. Dois são maiores de idade e um tem menos de 18 anos. Todos os envolvidos moram próximos, em uma invasão, têm relações parentais e de amizades e possuem passagens pela polícia, ainda de acordo com a delegada. “Uma das pessoas que procurou a delegacia contou que já o viu (Vampiro do Itapoã) matar uma codorna com as mãos e beber o sangue da ave, o que casou muito com a dinâmica informada do homicídio”, contou Jane Klébia, que ainda investiga o caso.

Segundo moradores da região, eles são conhecidos no local pela prática de crimes.“O rapaz preso (Vampiro) já responde por duas Maria da Penha e uma receptação, agora pode responder por homicídio, tentativa de homicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menores. Mas só podemos ter a certeza das qualificações quando concluirmos a apuração”, detalhou Jane.

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