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Correio Braziliense

Vídeo de arara que pousa em ciclistas desperta esperança de achar Tereza

Postagens nas redes sociais levantaram a suspeita de se tratar da ave desaparecida na Chapada Imperial, mas o mesmo vídeo havia sido publicado em março. Buscas por Tereza continuam


postado em 17/05/2019 10:51 / atualizado em 17/05/2019 18:08

Os ciclistas pedalavam pelo Lago Oeste quando foram surpreendidos com a presença de uma arara-canindé(foto: Reprodução/Internet)
Os ciclistas pedalavam pelo Lago Oeste quando foram surpreendidos com a presença de uma arara-canindé (foto: Reprodução/Internet)

As buscas pela arara-canindé Tereza, desaparecida desde 5 de maio, continuam e a esperança de encontrá-la reacende a cada notícia compartilhada. Desde que o Correio contou sobre o sumiço da ave, Márcio Imperial, dono da Chapada Imperial, onde o animal vive, diz que tem recebido diversas ligações de pessoas relatando ter visto a ave. "Já ligaram de Formosa, Luziânia, Planaltina, Ceilândia, entre outros lugares. Mas não sei se, de fato, é a nossa arara", afirmou. 

 

A arara Tereza chegou à Chapada Imperial pelo projeto Bicho Livre, uma iniciativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de reintrodução de animais silvestres na natureza. "A gente já resgatou várias aves através desse projeto. Aqui temos muitas araras da espécie canindé. Mas cada uma tem seu jeitinho e a gente quer muito que a Tereza volte", conta Márcio.
 

Desde quinta-feira (16/5), a mobilização aumentou com a publicação de vídeo em que um animal aparentando ser da mesma espécie pousa em ciclistas. Nas postagens, internautas chegaram a levantar a hipótese de que as imagens haviam sido feitas no Lago Oeste, o que reforçou a possibilidade de se tratar de Tereza. 

 

O mesmo vídeo, no entanto, foi postado dois meses atrás em outra rede social, indicando que o local da filmagem seria no Mato Grosso. Enquanto pedalavam, uma arara pousou no ombro de um dos integrantes da equipe. A atitude da ave chamou a atenção dos atletas, que filmaram toda a cena. O vídeo mostra a ave sobrevoando o grupo e depois pousando em outro ciclista, que seguia um pouco mais à frente. 

 

Pela data da postagem, não é possível, portanto, que seja a arara desaparecida na Chapada Imperial. Mas as buscas pela mascote continuam.

 

 

Carinho 

 

Tereza é conhecida e querida por quem frequenta a Chapada Imperial. Márcio destaca que, por ser interativa, a ave ajudava crianças com dificuldade de comunicação e pessoas com depressão. “Ela é um caso clássico. Um dos maiores xodós. Tem gente que vinha aqui só para visitá-la. Ela deixava as pessoas fazerem carinho nela. Não existe equoterapia com os cavalos? Aqui tem araraterapia”, brinca o proprietário da Chapada Imperial.

 

Desde o sumiço de Tereza, Márcio tem recebido ligações de pessoas que, possivelmente, tenham visto a ave. Moradores de Formosa, Luziânia, Planaltina e Ceilândia entraram em contato com o homem. A busca conta com a ajuda do Batalhão Ambiental da Polícia Militar. O Major Souza Júnior contou que a equipe foi acionada para buscar uma arara-canindé no Ceasa-DF. 

 

“Buscamos a ave e levamos até a Chapada. Lá, eles fariam o reconhecimento do animal, no entanto, não era Tereza. Nesse caso, encaminhamos a arara para o Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres)”, explicou o militar. A ave da Chapada Imperial é chipada. Assim, ela consegue ser reconhecida por meio de um leitor de chip. “É como se fosse a identidade do animal”, ressaltou.

 

O major disse ainda que o batalhão tem feito buscas periódicas no DF para encontrar Tereza. “Contamos muito com a denúncia da sociedade. Quem tiver informações pode entrar em contato pelo nosso telefone.”

 

Bicho Livre

 

Segundo Márcio, Tereza está na Chapada Imperial há cerca de 3 a 4 anos. Ela chegou na reserva ambiental por meio do projeto Bicho Livre, uma iniciativa do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de reintrodução de animais silvestres na natureza.

 

“A gente recebe o animal aqui, cuida e faz um processo de reeducação alimentar. No caso das aves, elas passam por fisioterapia. Como, quase todas que chegam aqui vêm de cativeiros, perdem as forças para voar. A gente monta um rede a cinco metros do chão. Como ela balança muito, a ave precisa bater as asas para se equilibrar e as forças voltam naturalmente”, explicou Márcio Imperial.

 

Ele contou ainda que alguns dos animais saem da reserva, passam um tempo fora e depois voltam. “No caso de Tereza, é diferente. Ela nunca saiu daqui. Em todos esses anos, sempre ficou perto de nós. O que acreditamos é que ela tenha sido levada. Com a divulgação de que ela é uma ave chipada, pode ser que a pessoa a tenha libertado. Contamos com a ajuda de todos”, diz.

 

Para informações sobre a localização da arara Tereza, entrar em contato pelo telefone (61) 99965-2461 (falar com Márcio) ou pelo (61) 99351-5736 (Batalhão Ambiental).


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