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Correio Braziliense

Grileiros que atuavam como milicianos são presos por invasão de terra

Segundo investigação, os envolvidos fazem parte de uma associação criminosa que ocupa uma área em São Sebastião. Polícia Civil diz que eles agiam como milícias


postado em 20/05/2019 09:11 / atualizado em 20/05/2019 09:54

Investigação da Polícia Civil aponta que grupo atuava de forma semelhante à milícia(foto: Polícia Civil/Divulgação)
Investigação da Polícia Civil aponta que grupo atuava de forma semelhante à milícia (foto: Polícia Civil/Divulgação)
Um grupo acusado de grilagem de terra foi alvo de uma operação da Polícia Civil. Sete pessoas acabaram presas, suspeitas de agirem na área conhecida como Assentamento Grito da Terra Aguilhada, na região do Pinheiral, em São Sebastião. Segundo investigação da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema), os envolvidos atuavam de maneira semelhante à de milícias.
 
Os criminosos estão sendo presos desde a tarde de sexta-feira (17/5), na segunda fase da operação denominada Grito da Terra. Policiais da Dema localizaram os últimos envolvidos na manhã desta segunda-feira (20/5). Uma pessoa está foragida.
 
De acordo com a investigação, o bando utilizava armas e fazia construção de barricadas nas entradas do acampamento para que permanecessem apenas as pessoas que aceitavam pagar uma espécie de mensalidade pelos lotes.  

Líder da invasão preso

Na primeira fase da ação, em 24 de abril, o líder da associação criminosa tinha sido levado para a cadeia. O homem é considerado um dos maiores invasores de terra pública do Distrito Federal. Na ocasião, outros quatro integrantes também tinham sido localizados.
 
Depois dessas primeiras prisões, vítimas do grupo contaram que outros integrantes passaram a assumir a liderança do assentamento. Todos os acusados são considerados pessoas de alta periculosidade e respondem a processos criminais na condição de réus por crimes de parcelamento irregular do solo, dano ambiental, extorsão continuada, coação no curso do processo, corrupção de menores e associação criminosa armada.
 
No Distrito Federal, o grupo ainda está sendo investigado por envolvimento em vários delitos de roubo. Além disso, são também suspeitos da prática de crimes nos Estados de Goiás e Minas Gerais, onde estão envolvidos em um homicídio.
 
 

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