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Correio Braziliense

Prata da Casa: Preto & Branco, o grupo de rap que pensa global

Eles são mais do que uma banda de rap: são um projeto, uma família. Pelo menos, assim eles se enxergam hoje em dia, e estão prontos para brilhar muito além do DF


postado em 24/05/2019 17:53 / atualizado em 25/05/2019 12:34

 
Marra na hora da divulgação: o grupo Preto & Branco vai além da música e se transforma no projeto Pacceli(foto: Pedro Americano/Divulgação)
Marra na hora da divulgação: o grupo Preto & Branco vai além da música e se transforma no projeto Pacceli (foto: Pedro Americano/Divulgação)
Esta é a história de como uma conversa de colégio virou um sonho, depois se transformou em uma banda, em um projeto e, enfim, em uma família. O grupo de rap Preto & Branco nasceu em 2015, quando Torvick (na verdade, Victor) e Zero (que nasceu com o nome de Thales) estudavam juntos. Eles adoravam o estilo musical. E por que não fazer com que aquele gosto em comum virasse um grupo? Os dois garotos, com cerca de 16 anos, àquela época, resolveram apostar. O primeiro entendia bem do assunto. O segundo levava jeito no vocal. Era o suficiente para que a teoria fosse colocada em prática.

Pois bem, para que essa dualidade ficasse mais exposta – um era produtor, outro cantor –, o nome escolhido foi Preto & Branco. O projeto tomou forma e eles precisaram de mais gente para que o grupo crescesse. Veio Puzzo (conhecido na certidão de nascimento como Arthur...). No ano passado, Dudu (Eduardo) e Zen (Carlos Eduardo) entraram no processo. Pronto, já não era apenas uma banda. Aquela ideia se transformou em uma família. Que, aliás, se encaixou tão bem que até ganhou um nome “oficial”: Família Pacceli. Assim eles se chamam, assim eles se enxergam.
 
 
 
Todos eles juntos – Preto & Branco para o público, Família Pacceli para "consumo interno" – pensam da mesma forma: não veem somente a música como produto final, mas sim todo o processo e a geração de conteúdo. É uma ideia que surgiu também dos altos preços de criação e comercialização e por causa de produções que não atenderam às expectativas deles. Assim, resolveram eles mesmos tomarem conta de todo o processo.

"Temos um conceito visual para mostrar que todos falam algo da música, além de lançarmos o nosso estilo próprio", diz Zero. Além do próprio grupo, Torvick, Zero, Puzzo, Dudu e Zen produzem outras bandas de vários estilos musicais. Aliás, isso explica um pouco de onde vem a alcunha Pacceli, que não é sobrenome de nenhum deles. Era uma ideia que Torvick tinha para montar um restaurante, com um nome forte. Agora, vai servir para patentear produtos e projetos deles.
 

Sucesso em 2018

Desse modo, voaram alto no ano passado. Após os primeiros singles lançados, o grupo participou do projeto “Aleluia”, com colaborações de Neobeats e Renato Sheik (Cortesia da Casa), pelo canal Damassaclan. Também entraram em Funk Universitário, single com o MC Maha, que virou hit e música presente em todas as festas da cidade. E mais: lançaram o álbum T.R.A.P. (Trazendo Razões aos Pecados),que atingiu mais de 350 mil streams no Spotify. Só com o single Chuva em Paris, eles alcançaram mais de 3 milhões de views no YouTube. Atualmente, o Preto & Branco atingiu mais de cinco milhões de ouvintes nas principais plataformas de streaming, ganhando notoriedade e se destacando dentro do novo cenário do rap do Distrito Federal.

Tudo veio com muito esforço. Tanto que a família de cada um sempre fica preocupada e receios, por causa das noites passadas em claro, seja em apresentações, seja em gravações. Porém, eles provam diariamente o amor pelo que acreditam. Tudo, segundo eles, está planejado para alcançar os objetivos. No início da carreira, eles já tocaram tanto em grandes em raves como para públicos de 10 pessoas. A dedicação igual para ambos fez com que os fãs aumentassem e tornassem o Preto & Branco muito conhecido.

Novo álbum 

Preto & Branco iniciou 2019 apresentando um novo formato de shows e lançando o videoclipe de Holanda, novo single do disco T.R.A.P. Até agosto, eles vão lançar um novo álbum, que ainda não tem nome definido. Será uma mistura de eletrônico, axé, brega, sertanejo e mais 16 estilos musicais. Tudo unido com o rap, a paixão inicial.”Esse álbum se comporta de uma forma: quem ouve da primeira até a última música terá o sentimento de ter escutado uma coisa só. Mantém a unidade e o conceito que a gente tem no grupo”, explica Dudu. Segundo ele, a ideia é fazer com quem está ouvindo fique em dúvida de como ele saiu de um rap foi parar em um sertanejo, por exemplo.

E que ninguém duvide do potencial desses jovens, por causa da dedicação e dos objetivos que eles colocaram para o projeto. A mistura de ritmos dentro do álbum e mesmo em uma única música faz parte de uma visão de alcance global. Os títulos levarão nomes internacionais e trechos das letras virão em outro idioma. Tudo para alcançar o público daqui de fora. A ideia deles é clara e não fiquem chocados se, daqui a um tempo, o Preto & Branco anunciar uma turnê Brasil afora. E, quem sabe, pelo mundo.


* Estagiário sob a supervisão de Leonardo Meireles


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