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Correio Braziliense

Monitoramento de velocidade média não gera multa aos condutores

Objetivo da pesquisa do DER é conscientizar os motoristas sobre o perigo de andar em velocidade acima da permitida e, nos pardais, frear para não cometer uma infração de trânsito


postado em 24/05/2019 22:22 / atualizado em 24/05/2019 22:22

O objetivo do DER é observar o comportamento do motorista brasiliense no trânsito(foto: Sarah Peres/CB/D.A News)
O objetivo do DER é observar o comportamento do motorista brasiliense no trânsito (foto: Sarah Peres/CB/D.A News)
O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) tem 160 equipamentos de monitoramento de velocidade média nas rodovias do Distrito Federal. Destes, quatro serão responsáveis por um estudo realizado pelo órgão, que tem como objetivo analisar se o motorista brasiliense respeita a velocidade máxima estipulada ou se, próximo ao radar, pisa no freio para não cometer uma infração de trânsito. 

“Esta ação do DER é muito importante para advertir os condutores que correm e só freiam no pardal. Essa atitude não coloca em risco apenas esta pessoa, mas todos que estamos no trânsito, cabe a nós mantermos a segurança. Espero que essa campanha educativo surta efeito nos apressadinhos”, esta é a crítica da professora Annaia Trann, 35 anos. 

Annaria mora em Águas Claras, mas diariamente ela passa pelo Eixão Norte para trabalhar ou visitar a família. A professora pega a via sentido Ponte do Bragueto, um dos pontos de monitoramento do DER, que instalou os equipamentos nos quilômetros 2,4 a 5,8. Os demais locais são: DF-009 (EPPN), também sentido Ponte do Bragueto, do km 5,2 a 1,8 km; DF-095 (EPCL), na via indo para Taguatinga nos sm 0,8 a km 6,8 e no sentido EPIA, sm 7,5 a km 0,6.
 
"Essa atitude não coloca em risco apenas esta pessoa, mas todos que estamos no trânsito", analisa a professora Annaia Trann (foto: Sarah Peres/CB/D.A News)
 

Segundo o superintendente de Operações Murilo de Melo, o estudo será realizado durante dois meses e demonstrará o comportamento do motorista no trânsito. “Andar acima da velocidade da via nos pontos onde não há o pardal pode incidir em acidentes de trânsito, por exemplo. O nosso intuito é enviar uma carta a estas pessoas que recorrentemente cometem irregularidade, para que ocorra uma instrução educativa”, explica. 

O aposentado Odonel Carvalho, 74, não concorda com a ação do DER. “O monitoramento é exagerado, pois essa não é uma prática comum no trânsito. Há um ou outro que comete essa irregularidade. Não sei qual é o objetivo do estudo, mas se, no fim das contas, for para instituir mais esta infração, aí é cobrar demais do motorista. Seria multa demais”, reclama o morador de Vicente Pires.

A ação não prevê auto infracional, como multa e pontos na carteira de motorista. Inclusive, de acordo com o superintendente, este não é objetivo do DER. “Sabemos que estas ações acontecem, mas não temos um comparativo para colocarmos como algo comum ou não no trânsito. Com estas informações, ao fim dos dois meses, produziremos um relatório técnico para ser avaliado. Dependendo do resultado, podemos pensar em estender a ação, mas ainda não temos nada definido neste aspecto”, destaca Murilo de Melo.

“Queremos mostrar ao condutor duas coisas: que ele está sendo monitorado pelo departamento diariamente, a todo momento. A segunda é enviar esta carta, citando o dia, hora e a rodovia onde ele foi flagrado trafegando acima da velocidade. Assim, veremos o comportamento do motorista, se ele vai seguir a regra ou não. Mas não há a possibilidade de enviarmos uma segunda carta à pessoa”, detalha o superintendente. 

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