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Correio Braziliense

Quer organizar as finanças? Confira dicas de como gerenciar os gastos

O hábito de organizar as finanças é a melhor maneira de se manter longe de dívidas e conseguir alcançar as principais metas traçadas. Especialistas dão dicas de como começar um plano que leve ao gerenciamento ideal dos gastos para viver sem complicações


postado em 27/05/2019 06:00

(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
(foto: Maurenilson Freire/CB/D.A Press)
Lidar com números e finanças é um grande desafio para várias pessoas. Considerada uma atividade chata, o planejamento financeiro consiste, no entanto, num importante hábito para auxiliar na criação de estratégias que evitem o endividamento e possibilitem a realização de metas.

O professor do Departamento de Ciências Contábeis da UnB Jomar Miranda Rodrigues explica que o planejamento financeiro aplicado à vida pessoal é a forma de conhecer todos os rendimentos e gastos para viver sem complicações. “É como a pessoa poder organizar todas as saídas e entradas de recursos com a finalidade de localizar gastos desnecessários e reorganizar os rendimentos”, destaca.

Um dos principais erros de quem começa o planejamento financeiro é acreditar que as anotações não vão funcionar, segundo o professor. “Se você confia na sua memória e não anota onde gasta o seu dinheiro, não há como saber onde economizar. Começar com um caderno, anotando tudo o que gasta, desde o lanche na cantina até despesas maiores, é um bom primeiro passo.”

Para o especialista, é essencial, como ponto de partida, identificar as reais necessidades, entender os gastos e a fonte de receita. Com esse objetivo, ele indica fontes de informações, como o Programa Nacional de Educação Financeira, do governo federal.

A estudante do 9º semestre de direito Amanda de Castro, 23, comprova essa teoria. A jovem organiza todos os rendimentos e gastos em uma agenda. “Coloco uma meta de gasto mensal e me organizo para não passar dela. Anoto meus gastos e rendimentos e sigo todo mês esse planejamento. Durante dois anos, paguei minha faculdade e organizei uma viagem para a Disney”, relata a jovem.

Atualmente, o objetivo de Amanda é guardar dinheiro para depois da faculdade, já que ela está organizando uma viagem em janeiro de 2020. “Todo mês, envio em torno de 60% da minha renda mensal para a minha conta em um banco digital que rende mais do que a poupança. Acho que uma coisa que ajuda bastante é colocar esse propósito para o dinheiro”, comenta a estudante.

A especialista Cláudia Forte, professora e superintendente da Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil), ressalta a importância de cuidar das finanças para a recuperação da autonomia. “É preciso mudar o comportamento, quando a pessoa apaga a luz, fecha a torneira, não gasta o troco da padaria, conversa com a família e discute o planejamento financeiro, por exemplo. É um processo de tomadas de decisões que vão preparar e permitir que o indivíduo goze de diferentes oportunidades”, explica a professora.

Aprendendo desde cedo


“Quanto mais cedo, melhor”, afirma o professor Jomar Miranda Rodrigues, da UnB. Ele ressalta que a educação financeira pode ser adotada a partir dos 4 anos de idade, quando as crianças começam a identificar  números e quantidades. “Crianças e adolescentes que aprendem desde cedo a gerir os recursos entendem o verdadeiro valor do que eles ganham desde a infância”, destaca o professor.

A enfermeira Alessandra Costa Meneses, 33, optou por uma instituição que trabalhasse educação financeira na hora de escolher uma escola para a filha Maria Júlia Costa Fernandes, 5. Para ela, este é um tema que precisa ser ensinado desde cedo.

A brasiliense conta que, nas pequenas atitudes, tenta ensinar a filha sobre como administrar o próprio dinheiro. Maria Júlia recebe uma pequena quantia por semana e, se ela economizar, consegue comprar um brinquedo no fim do mês. “Hoje em dia, as pessoas estão descontroladas e inconsequentes quando se trata de finanças. Acredito que esse é um comportamento que vem desde a infância, quando a criança não entende o valor do dinheiro e cresce sem saber administrar o que ganha”, observa.

Confira dicas sobre planejamento financeiro:


1. Acompanhe as receitas e despesas;
2. Compare os preços antes de comprar produtos;
3. Tente pagar à vista quando tiver desconto;
4. Caso tenha dívidas, priorize quitá-las;
5. Evite usar o cartão de crédito;
6. Busque informações sobre investimentos;
7. Faça uso de ferramentas de controle;
8 Aprenda a poupar regularmente.

Orientações on-line

Uma iniciativa do Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef), por meio do site Vida e Dinheiro, busca promover ações de educação financeira no Brasil e oferece recursos como informações, formação e orientação financeira que contribuem para que a avaliação correta de como administrar o dinheiro. Além disso, a plataforma disponibiliza o aplicativo “Tá O$$o”, uma experiência educativa que reúne temas e conteúdos que discutem comportamentos importantes, como a administração consciente do dinheiro e o consumo excessivo. Informações: vidaedinheiro.gov.br.
 

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