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Correio Braziliense

Após mais de um ano parada, obra de viaduto na EPTG será retomada

A promessa é desafogar o trânsito para os 135 mil veículos que passam todos os dias pela estrutura


postado em 12/06/2019 06:00

Construção na entrada de Taguatinga está parada há mais de um ano, aumentando transtornos para a população(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Construção na entrada de Taguatinga está parada há mais de um ano, aumentando transtornos para a população (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Após mais de um ano parada, será retomada a obra para alargar o viaduto na entrada de Taguatinga. Os trabalhos recomeçam nesta semana e devem terminar em seis meses. Serão cinco novas faixas que vão se somar as seis existentes — três em cada sentido. Duas das 11 pistas serão exclusivas para os ônibus. A promessa é desafogar o trânsito para os 135 mil veículos que passam todos os dias pela estrutura. O viaduto liga a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) ao Pistão Sul. O caminho também é a alternativa de muitos motoristas que saem da cidade em direção ao Plano Piloto.

A obra está estimada em R$ 5,2 milhões. Pelo projeto, estão previstas cinco faixas no sentido Brasília e quatro em direção a Taguatinga. Os espaços para os ônibus ficarão em pistas centrais com quatro metros de largura cada. O viaduto tem 20m de largura. Depois das obras, ele terá 41,8 m. “O reflexo será a melhora da mobilidade naquele trecho. Não só nos preocupamos com a obra em si, mas com a iluminação para dar segurança ao cidadão”, ressaltou o subsecretário de Acompanhamento e fiscalização de obras, Sérgio Lemos.

A construção estava suspensa desde abril de 2018 por recomendação da Controladoria-Geral do DF (CGDF). O órgão pediu a readequação do projeto executivo e a Secretaria de Obras aguardava a manifestação dos órgãos de controle para a liberação de um aditivo financeiro. “Recebemos do governo anterior várias obras que estavam paradas por falta de recurso. Estamos trabalhando em cima de um planejamento não executado por nós, mas queremos deixar Brasília digna do cidadão brasiliense”, acrescentou Sérgio.

Transtornos

Quem transita pelo viaduto encontra tapumes de obra trancados com correntes e cadeados. Placas de sinalização informam aos motoristas sobre desvios, mas nenhum operário atua na construção.  Morador de Águas Claras, o servidor público Cícero Rosendo, 58 anos, passa todos os dias pela estrutura. Ele conta que constantemente ocorrem acidentes. “Não tem mais faixa para os motoristas se situarem, a sinalização acabou e, muitas vezes, as três pistas ficam congestionadas. Batida de carro aqui é rotina.”

Para o analista de sistemas Willian Savio, 43, mesmo com a conclusão das obras, o congestionamento deve continuar. “Quando os semáforos fecham no centro da cidade, reflete em congestionamento até o viaduto. O que precisa ter é alguma ponte ou viaduto que faça o trânsito fluir direto sem passar por Taguatinga”, sugere.

A obra é uma das que estão inseridas no projeto do corredor Eixo Oeste, que liga Ceilândia ao Plano Piloto, passando por Taguatinga. Até a gestão passada, a promessa era de construir faixas exclusivas nas principais vias de ligação do Sol Nascente com o Plano Piloto, como a Hélio Prates, a Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig) e a Via Setor Policial Militar (ESPM), para acesso ao Terminal da Asa Sul.

O projeto para o Eixo Oeste tem 38,7km de extensão. O corredor beneficiará a população de Águas Claras, de Ceilândia, do Guará, do Plano Piloto, de Samambaia, de Taguatinga e de Vicente Pires. Também serão beneficiadas, indiretamente, Brazlândia e  Águas Lindas (GO).

Obra prorrogada

A assinatura da primeira ordem de serviço ocorreu em janeiro de 2017 e previa o prazo de seis meses para conclusão, mas a obra não foi concluída devido falhas no projeto executivo constatadas durante a execução dos trabalhos. No escopo não está prevista a construção de ciclovias. Uma das justificativas é em razão da segurança.

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