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Correio Braziliense

Motoristas e cobradores de ônibus fazem greve nesta sexta (14/6)

Paralisação é confirmada pela Central Única dos Trabalhadores e por motoristas e cobradores do sistema de transporte público


postado em 13/06/2019 16:26 / atualizado em 13/06/2019 17:16

Na Rodoviária do Plano Piloto, rodoviários confirmam greve para esta sexta-feira (14/6)(foto: Caroline Cintra/CB.D.A Press)
Na Rodoviária do Plano Piloto, rodoviários confirmam greve para esta sexta-feira (14/6) (foto: Caroline Cintra/CB.D.A Press)
Os motoristas e cobradores de ônibus vão aderir à greve geral marcada para esta sexta-feira (14/6) em todo o país. A informação é confirmada pelos próprios trabalhadores e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF). A paralisação começa à meia-noite de quinta (13/6) para sexta-feira (14/6) e deve durar 24h. 

 

A reportagem esteve na sede do Sindicato dos Rodoviários, no Conic, para obter informações mais detalhadas, mas o local está fechado. Desde quinta-feira (12/6), o Correio tenta falar com pelo menos três diretores da entidade, mas eles não atendem o telefone e nem respondem às mensagens. A reportagem ainda aguarda o posicionamento da entidade. 

 

Na Rodoviária do Plano Piloto, boa parte dos rodoviários estão com adesivos com a inscrição "greve geral" colado à roupa. Questionados se vão ou não aderir ao movimento, eles confirmam a participação, mas também não parecem ter muitas informações sobre que horas começa e termina; se todos vão parar ou se será mantido o percentual de 30% da frota rodando.

 

Sem ônibus, a cozinheira Iza Pereira pensa em recorrer ao transporte pirata para chegar ao trabalho(foto: Caroline Cintra/CB.D.A Press)
Sem ônibus, a cozinheira Iza Pereira pensa em recorrer ao transporte pirata para chegar ao trabalho (foto: Caroline Cintra/CB.D.A Press)

 

A cozinheira Iza Pereira, 26, usa o transporte público todos os dias para sair de São Sebastião, onde mora, e ir até o trabalho, no Eixo Monumental. Como não pode faltar ao serviço, já montou toda a estratégia para amanhã. "Não gosto de fazer isso, mas vou ter que ir de transporte pirata para o trabalho e voltar para casa de Uber. E, infelizmente, todo o valor vai sair do meu bolso, já que não tenho outra alternativa. Se eu faltar, pode ser descontado o dia do meu salário ou até rolar uma demissão", contou

 

Já a estudante de serviço social da Universidade de Brasília (UnB) Carolina Rodrigues, 19 anos, mora em Ceilândia e depende de ônibus para ir até a faculdade. No entanto, com a paralisação ela já decidiu o que fazer amanhã, ficar em casa. "Eu moro no centro de Ceilândia, longe do Metrô. Para mim, só serve ônibus mesmo. Sem eles, é difícil chegar lá e voltar para casa", disse.  

 

 

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