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Correio Braziliense

Frio que chegou na segunda-feira deve continuar até o fim da semana

Até segunda-feira (17/6), o dia mais frio no DF em 2019 foi 8 de junho, com 10,2°C, segundo o Inmet


postado em 18/06/2019 06:00

A previsão é de que o frio se mantenha até domingo, com a temperatura variando entre 10ºC e 25ºC: as vendas de produtos de inverno subiram 2,5%(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
A previsão é de que o frio se mantenha até domingo, com a temperatura variando entre 10ºC e 25ºC: as vendas de produtos de inverno subiram 2,5% (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Brasília registou nesta segunda-feira (17/6) o dia mais frio do ano. Na madrugada, os termômetros marcaram 9,3°C. No Plano Piloto, a mínima foi de 12,7°C, no Sudoeste. A previsão é de que o frio se mantenha até o fim da semana, com a temperatura variando entre 10ºC e 25ºC. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Até segunda-feira (17/6), o dia mais frio no DF em 2019 foi 8 de junho, com 10,2°C registrados na Estação Meteorológica de Águas Emendadas, em Planaltina. No fim de junho do ano passado, a temperatura média mínima foi de 6,8°C a 8°C.

Números bem distantes da menor temperatura registrada na capital (pela estação convencional do Setor Sudoeste), 1,6°C, em 18 de julho de 1975. A maior atingiu 36,4 °C em 18 de outubro de 2015, segundo o Inmet que, desde 1961, faz a medição oficial em Brasília.

“A temperatura mínima para os próximos dias será de 10°C a 11°C. A máxima será bastante amena, em torno de 25°C. O céu vai variar de claro para parcialmente nublado”, afirma a meteorologista Nayane Araújo, do Inmet.

Sofrimento

O inverno castiga principalmente quem acorda cedo, como o vendedor Fernando Francisco Souza, 30 anos. Ele está de pé para ir ao trabalho todo os dias, por volta das 7h. “Hoje (ontem) senti um frio imenso. Tenho o costume de dormir sem roupa, mas não está dando. Não estou dispensando minha coberta”, afirmou, pela manhã, na Plataforma Superior da Rodoviária.

Carla Vitória Alves, 21, saiu de casa com três blusas de frio, duas calças jeans e uma touca. A vendedora, que morava em São Paulo, se mudou para Brasília há três semanas, onde mora com a mãe. “Estou sentindo mais frio do que eu sentia lá, por incrível que pareça. Ainda bem que na viagem eu trouxe vários casacos e calças.”

A rotina de Carla começa às 5h30. Moradora de Santo Antônio do Descoberto (GO), ela percorre, todos os dias, 47 quilômetros de ônibus até o trabalho, no Plano Piloto. “Foram duas horas me tremendo. Nunca tinha sentido isso”, reclamou a jovem.

Paraense, a secretária Bianca Rodrigues, 34, não se acostumou com o clima gelado e seco de Brasília, onde mora há dois anos. “As minhas articulações chegam a doer. Lá no Pará não existe isso. Lá, a mínima é de 20°C. Se um dia eu fosse morar na Europa, estava ferrada. Não ia conseguir sobreviver”, brinca.

Para dormir na noite passada, ele recorreu a dois edredons, duas calças de moletom e dois casacos. No dia a dia, Bianca não dispensa as botas e os cachecóis. “Ainda quero comprar umas luvas. Ultimamente, estou ganhando muitos casacos de presente dos meus amigos, porque eles já sabem que sou friorenta e sofro.”

Faturamento

Os comerciantes esperam faturar com o inverno. Nos primeiros 17 dias de junho, as vendas de produtos de inverno subiram 2,5%, de acordo com Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista). Entre os itens mais vendidos estão cobertores, mantas, meia de lã, luvas, cachecóis, cremes e hidratantes, por conta do período seco. “Este ano, as lojas estão vendendo mais, porque estão oferecendo mais opções de parcelamento”, explicou Edson Castro, presidente do Sindivarejista.

Gerente de uma loja de roupas na Rodoviária do Plano Piloto, Geruza Lina, 35, confirma a tendência de aumento nas vendas. “Está saindo muito casaco de couro e moletom. Geralmente, as mulheres compram mais e levam para os filhos”, contou.
 
*Estagiária sob supervisão de Renato Alves  

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