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Correio Braziliense

Grupo especializado em furto e receptação de combustíveis é preso no DF

A organização criminosa desviava gasolina e diesel por meio de galões, gerando prejuízo de R$ 50 mil à vítima. A Polícia Civil acredita que esse grupo criminoso seja o maior no DF nesse tipo de atuação


postado em 19/06/2019 08:42 / atualizado em 19/06/2019 14:05

Polícia Civil do DF prende 12 pessoas envolvidas no furto e receptação de combustíveis no DF(foto: PCDF/Divulgação)
Polícia Civil do DF prende 12 pessoas envolvidas no furto e receptação de combustíveis no DF (foto: PCDF/Divulgação)
Um grupo especializado em furto e receptação de gasolina e diesel no Distrito Federal foi desarticulado na manhã desta terça-feira (19/6). A Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri/PCDF) cumpriu, durante a manhã, 13 mandados de prisões preventivas e nove buscas domiciliares. 

As medidas foram cumpridas pela operação Dianomea — distribuidora em grego — que investigou o grupo criminoso. Segundo a Corpatri, os combustíveis furtados eram desviados pelos próprios motoristas dos caminhões-tanque, por meio de galões, gerando prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil à vítima. O grupo atua no DF há cerca de 10 anos. A gasolina era furtada antes de chegar aos postos. "Eles subtraiam de 20 a 50 litros de cada reservatório de 5 mil litros, o que diante da dilatação, dependendo da temperatura do dia, não era perceptível na marcação do tanque", detalhou coordenador da Corpatri, André Luis Leite.
 
Os combustíveis furtados eram desviados pelos próprios motoristas dos caminhões-tanque, por meio de galões(foto: PCDF/Divulgação)
Os combustíveis furtados eram desviados pelos próprios motoristas dos caminhões-tanque, por meio de galões (foto: PCDF/Divulgação)


A gasolina era vendida por R$ 0,3 a R$0,4 abaixo do preço da bomba. Os chefes da quadrilha, segundo a polícia, são da mesma família e chegavam a ganhar até  R$ 900 por dia. Na casa deles havia caixas d'água de mil litros para armazenamento dos combustíveis. Com o lucro, o dinheiro era novamente inserido na atividade, gerando um  processo cíclico. Caminhões de empresas terceirizadas, que trabalham para o governo do DF, eram abastecidos com os combustíveis desviados. A PCDF acredita que esse grupo criminoso seja o maior no DF nesse tipo de crime.

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