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Correio Braziliense

Tradição e requinte são as marcas do Iate Clube, um dos ícones da cidade

Inaugurado no mesmo ano da capital, o Iate Clube faz parte da história afetiva da cidade. Um espaço que une atividades sociais e esportivas, como futebol, tênis, peteca e náutica


postado em 22/06/2019 07:00 / atualizado em 21/06/2019 23:34

Vista privilegiada(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Vista privilegiada (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Tradição e requinte são as marcas do Iate Clube de Brasília. Fundado em 5 de abril de 1960, a história do clube se confunde com a da cidade. O então presidente Juscelino Kubitschek se referia ao espaço como sendo “a sala de visitas da nova capital”.


A cidade ainda era um canteiro de obras e tinha como um dos poucos espaços de convivência e lazer o Iate. Era o ponto de encontro para familiares e amigos vindos de várias partes do país em busca de um sonho. E essa essência perdura até hoje entre os sócios.

 

Marina(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Marina (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
 

 

“Assim que o clube inaugurou, fez o maior sucesso na cidade, era um espaço em que as pessoas vinham se divertir e fazer amigos. Uma novidade para os candangos”, destaca o comodoro do clube e associado desde 12 de janeiro de 1990, Rudi Finger, 68 anos. Naquela época, eram poucos os espaços para atividades: apenas grama, um ginásio, uma piscina e a famosa náutica, que mantém a tradição dos passeios de barco.

 

Quadra de saibro(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Quadra de saibro (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)


Com área de 150 mil metros quadrados, o espaço à beira do Lago Norte se transformou ao longo desses 59 anos, mas não perdeu a essência. O Iate oferece uma estrutura completa para os mais de 3 mil associados. São três campos de futebol, sauna, academia, rinque de patinação, quadras de vôlei, sinuca, seis piscinas e instituto de beleza. Destaque para as quadras de peteca, esporte que veio do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. “O pessoal jogava peteca na areia, na grama e era uma alegria só. Mantemos essa tradição até hoje, pois além de fazer parte da nossa história, ainda é muito praticado pelos pais, filhos, e assim vai, de geração em geração”, explica Finger.

 

Rudi Finger: local de grandes festas em que a família é prioridade(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Rudi Finger: local de grandes festas em que a família é prioridade (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
 

 

Vinte e três churrasqueiras também compõem o local, ideal para quem curte desfrutar um fim de semana tranquilo, independentemente da estação do ano, além de curtir a bela vista do Lago Paranoá. Crianças e idosos não ficam de fora; há um ambiente específico para eles. O Complexo Infantil dispõe de um parque aquático, brinquedoteca e sala de jogos. O Encontro Master do Iate Clube de Brasília (Emiate) disponibiliza, por exemplo, aulas de violão para os idosos.

 

Piscina infantil(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Piscina infantil (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
 


As festas de réveillon e junina estão entre os maiores e mais tradicionais da cidade. Além dessas datas, outras comemorações de destaque são o Iate in Concert e o Luau do Iate. A gastronomia também tem sido o forte do espaço. Em fevereiro deste ano, por exemplo, foram inaugurados três novos restaurantes com especialidades distintas: italiano, português e brasileiro. Agora são 13 casas que destaca a diversidade gourmet da cidade.

Diariamente, o Iate recebe mais de mil sócios e dependentes. Entre eles, estão autoridades, como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), juízes, empresários, funcionários públicos e até o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. No decorrer dessa história, grandes nomes da música passaram pelos palcos do clube, como as bandas Jota Quest (2013), Paralamas do Sucesso (2014), Skank (2015), Titãs (2016), Capital Inicial (2017), Biquini Cavadão e o maestro João Carlos Martins.

Segunda casa

Francisco Teixeira, 50 anos, considera o clube sua segunda casa. Ele é funcionário do local há 26 anos e trabalha como coordenador geral. Antes de receber a promoção para a função, passou por diversos setores. Atuou como motorista por seis anos e supervisor por 15 anos. “Monitoro praticamente tudo aqui: jardins, segurança, transporte, piscina e manutenção de refrigeração”, diz com orgulho.

 

Francisco Teixeira:
Francisco Teixeira: "Durante minha trajetória aqui, fiz muitos amigos sócios" (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
 

 

Francisco gosta de falar sobre momentos bons que viveu. “Durante minha trajetória aqui, fiz muitos amigos. Esse é um trabalho maravilhoso”, conta. “Lembro-me dos carnavais aqui. São muito bons, familiares. É uma grande festa”.

O fonoaudiólogo Luciano Ponte, 40, frequenta o clube desde os 5 anos. O pai, Paulo de Oliveira, 72, e a mãe, Maria Conceição, 68, se associaram em 1984. “Quando eu era pequeno, jogava muito futebol de salão. Aos 15 anos, iniciei com o futevôlei e tomei gosto pelo esporte”.

Luciano viu no clube uma oportunidade de se aprimorar na modalidade. A prática de futevôlei deu a ele o troféu de quatro campeonatos. “Antigamente, o pessoal tinha o costume de vir aos clubes apenas aos finais de semana. Hoje, faz parte da minha rotina. Quando saio do trabalho, à noite, costumo vir, principalmente para jogar futevôlei, fazer academia e tomar uma cerveja com os amigos”, conta. O costume passou de família para família. De pai para filho e, agora, os netos. “Trago minhas filhas pequenas para cá e elas correm soltas por aí. Adoram o local”.

 

Luciano Ponte:
Luciano Ponte: "Quando saio do trabalho, à noite, costumo vir, principalmente para jogar futevôlei" (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
 


A empresária Ângela Marques, 47, se associou ao clube em 2009. Desde então, o Iate faz parte da agenda diária. O período da manhã de Ângela é puro relaxamento. Após praticar musculação na academia, faz massagens oferecida pelo SPA. À tarde, chega a vez das crianças curtirem. “Meu filho de 14 anos pratica tênis e tenho uma pequena de 10 anos que faz patinação. Os dois são profissionais”, brinca.

De acordo com Ângela, o Iate é o lugar certo para reunir e envolver a família. “Acaba que todos os parentes não ficam parados. Sempre tem alguma atividade para fazer. Como moramos em apartamento, em uma área pequena, considero aqui o nosso quintal”, diz ela.

*Estagiária sob supervisão de José Carlos Vieira

Como se associar

Por meio de compra de títulos de um sócio. O valor varia entre R$ 40 mil e R$ 70 mil.

O clube

Área: 150 mil metros quadrados
Número de sócios: 3.600
Idade: 59 anos

 

O começo

Visão panorâmica do clube, em 1960(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Visão panorâmica do clube, em 1960 (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)

 

A história do Iate Clube de Brasília está ligada à construção da cidade. Quando a nova capital do país saía do papel, o clube também nascia. Em 12 de setembro de 1959, dia do aniversário de Juscelino Kubitschek, 11 pioneiros se reuniram na Sede Social do clube Paranoá — antiga Novacap, hoje Candangolândia — com o propósito de fundar o Iate Clube de Brasília.

 

Juscelino Kubitschek era um entusiasta do clube que ajudou a fundar:
Juscelino Kubitschek era um entusiasta do clube que ajudou a fundar: "A sala de visitas da cidade" (foto: Ascom/Divulgação)
 

 

 

 

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