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Correio Braziliense

Justiça aceita denúncia contra casal de mulheres que matou o menino Rhuan

Rosana Auri, mãe da criança, e a companheira dela, Kacyla Priscyla, tornaram-se rés no processo e responderão por cinco crimes


postado em 25/06/2019 19:55 / atualizado em 25/06/2019 20:22

A dupla é acusada de torturar e matar Rhuan Maycon, em 31 de maio(foto: Alexandre de Paula/CB/D.A Press)
A dupla é acusada de torturar e matar Rhuan Maycon, em 31 de maio (foto: Alexandre de Paula/CB/D.A Press)
As duas mulheres que agrediram, torturaram e assassinaram o menino Rhuan Maycon da Silva Castro, 9 anos, tornaram-se rés na Justiça. Na sexta-feira (21/6), o juiz de direito Fabrício Castagna Lunardi, do Tribunal do Júri de Samambaia, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra a mãe da criança, Rosana Auri da Silva Cândido, 27, e a companheira dela, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno, 28. 

A dupla permanecerá presa preventivamente e responderá pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, praticado contra pessoa menor de 14 anos; lesão corporal gravíssima; destruição e ocultação de cadáver; fraude processual; e tortura. O magistrado considerou que há "justa causa para a instauração da ação penal" e "prova de materialidade e indícios suficientes de autoria".

À Justiça, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) também pediu a quebra do sigilo de dados telefônicos do aparelho celular apreendido na casa de Rosana e Kacyla, além de um pedido de exame de insanidade mental. No entanto, a avaliação desse pedido foi postergada. O processo corre em segredo de Justiça por envolver menores de idade e, da decisão, cabe recurso.

O advogado de defesa das acusadas, Renato Barcat Nogueira Filho, atendeu a ligação da reportagem, mas informou que se manifestará posteriormente. 

Barbárie


Rhuan Maycon foi assassinado em casa, em Samambaia Norte, pela própria mãe e pela madrasta, em 31 de maio. Na denúncia, o MPDFT entendeu que as acusadas planejaram a execução do menino e a destruição do corpo. Entre as qualificadoras do homicídio descritas no documento, há motivo torpe, emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Em depoimento à polícia, Rosana alegou que cometeu o crime em decorrência do ódio que sentia em relação à família paterna da criança. 

Rosana Auri e Kacyla Priscyla foram denunciadas por tortura e lesão corporal gravíssima. O casal vivia clandestinamente com Rhuan e com a irmã de criação dele desde 18 de dezembro de 2014, quando elas fugiram com as crianças do Acre. Durante esse tempo, a dupla submeteu o menino a sofrimento físico e mental, como forma de castigo. As duas crianças não mantinham contato com outras pessoas ou frequentavam a escola.

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