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Correio Braziliense

Servidores da Unidade de Internação de Planaltina suspendem as atividades

O fechamento do posto policial que ficava em frente à unidade motivou a paralisação. De acordo com os servidores, a região é muito perigosa e sem o apoio da Polícia Militar não dá para continuar o trabalho


postado em 11/07/2019 12:21 / atualizado em 11/07/2019 12:21

A paralisação começou na última terça-feira (9/7) quando o posto policial foi fechado(foto: Reprodução da Internet)
A paralisação começou na última terça-feira (9/7) quando o posto policial foi fechado (foto: Reprodução da Internet)
Servidores do sistema socioeducativo que atuam na Unidade de Internação de Planaltina (UIP) suspenderam as atividades após o fechamento do posto policial que fica em frente à unidade. O motivo da paralisação, iniciada na última terça-feira (9/7), é a falta de segurança na região. 

Por meio de nota, os servidores relataram ser comum tragédias como fugas em massa, resgates e até execução de agentes e internos da unidade. O presidente do Sindicato dos Servidores da Carreira Socioeducativa (SINDSEE-DF), Alexandre Rodrigues, contou que em 2015 o governo prometeu a instalação dos postos policiais em frente às unidades de internação para reforçar a segurança. No entanto, em 9 de julho houve a retirada de todos. O de Planaltina foi o último a ser fechado.

"Esses servidores estão em uma região onde a atuação de facções é grande. É perto de Arapoanga, Vale do Amanhecer, em frente ainda tem uma favelinha, bairros perigosos. É uma região com histórico de guerra mesmo e fica insustentável permanecer sem o apoio da PM", ressaltou Alexandre.

Aos servidores, o comando-geral da Polícia Militar explicou que houve uma baixa nas ocorrências de Planaltina, por isso o posto deveria ser fechado. "Por conta disso, foram retirados 40 policiais de Planaltina, que serão realocados para outras regiões administrativas. Mas esqueceram de olhar para a parte onde fica a Unidade de Internação. A insegurança vai ficar ainda maior. Hoje, a gente quer que, pelo menos, os oito policiais que atuavam no posto voltem", pediu o presidente do SINDSEE-DF.

Os servidores estão aguardando um posicionamento da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejus) sobre a reativação do posto policial. "Enquanto não tivermos uma resposta, vamos manter a paralisação", afirmou Alexandre.

A Sejus informou que está em contato com a Secretaria de Segurança Pública para garantir o retorno dos policiais militares. No entanto, assegura que em nenhum momento a unidade ficou desguarnecida de proteção. Durante todos os dias estão sendo feitas rondas sucessivas por meio de viaturas da Polícia Militar.
 
Segundo a  PM, a nova estratégia de segurança pública vem substituindo os postos policiais pelo Policiamento Ostensivo Geral à pé (POG), com viaturas e bases móveis, com o objetivo de aumentar a agilidade no atendimento policial e expandir a área de ação das equipes. 


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