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Correio Braziliense

Tenista Pedro Dumont morre após enfrentar longa batalha contra câncer

O velório está marcado para as 15h, no Cemitério Campo da Esperança. O primeiro tumor foi descoberto em 2014, meses após ganhar uma bolsa de estudos nos Estados Unidos pelo talento no esporte


postado em 13/07/2019 11:13 / atualizado em 13/07/2019 12:29

O tenista Pedro Dumont tinha 25 anos (foto: Arquivo Pessoal)
O tenista Pedro Dumont tinha 25 anos (foto: Arquivo Pessoal)

Nas quadras e fora delas, a vida de Pedro Dumont foi uma incansável batalha. Por seis anos, o tenista brasiliense lutou contra o câncer, se revezando entre tratamentos e treinos. Durante o período, foram três tumores, o último descoberto em abril de 2018. Após passar por quimioterapia e transplante de medula óssea, que contou com intensa campanha de doação de sangue nas redes sociais, Pedro faleceu aos 25 anos, na noite de sexta-feira (12/7).  
 
"Não vou mentir, é uma batalha diária", falou com exclusividade ao Correio em novembro de 2018, momentos antes de iniciar uma nova etapa do tratamento contra o tumor na região do abdômen que, quando diagnosticado, tinha 22cm. Em janeiro do ano passado, no especial Promessas do Esporte Brasiliense, o Correio contou a trajetória do atleta, apontado como o novo Gustavo Kuerten, expectativa que ele refutava: "Quem sou eu perto do Gustavo Kuerten?".   
 
Há menos de um mês, Pedro havia pedido a namorada, Nicole Chabot, em casamento. Os dois estudaram e se formaram juntos na Universidade de West Florida. Os estudos foram frutos de uma bolsa que ganhou graças ao talento esportivo. Após se graduar em Marketing, ele aceitou um convite para dar aulas de tênis em Nova Iorque, a partir de janeiro de 2018. Três meses depois, descobriu que o câncer havia voltado pela terceira vez e, por isso, retornou a Brasília para o tratamento. 

No fim de 2018, Pedro passou pelo transplante de medula óssea autólogo. Uma intensa campanha de doação de sangue mobilizou vários voluntários, que se solidarizaram com a causa e foram ao Hemocentro São Lucas, em frente ao Hospital Brasília, fazer a colaboração. 

Pedro se recuperou e, no início do ano, estava bem, tocando a escola de tênis no clube da Assefaz e dando aula a novos potenciais atletas. No entanto, há menos de um mês atrás, o câncer tomou conta do jovem que, desde então, estava internado no Hospital de Brasília. Além de ser técnico, Pedro tinha uma meta: "Quero alertar a todos o quanto é importante ajudar ao próximo. Muitos que sofrem com o meu problema não têm acesso à mídia como eu. Quero criar um programa social, usar a minha situação para conseguir passar esse recado." 

Lamento

Emocionado, o pai e grande incentivador de Pedro no esporte, Santos Dumont conta que, assim como fazia em quadra, o jovem lutou pela vida até o último momento. "Foi um final sofrido e ele queria viver. Aguentou muito mais do que qualquer um. Ele é meu eterno guerreiro que agora foi descansar". Santos conta, ainda, que a dedicação de Pedro ultrapassava barreiras. "Era um moleque tranquilo, amigo e trabalhador. Sempre queria o melhor e se dedicava para isso, como atleta, como professor, como amigo. Sempre ajudando os outros para o bem."

 

A Confederação Brasileira de Tênis lamentou a perda do atleta, grande promessa anunciada em 2008. "Pedro Dumont nos deixou para entrar na história do tênis brasileiro como um atleta exemplar, dedicado e de técnica apurada. Foi vencedor dentro e fora das quadras", homenageou. 
 
O velório está marcado para as 15h, na Capela 5 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. O enterro ocorre às 18h.  

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