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Correio Braziliense

Milhares se reúnem na Esplanada para a 22ª Parada do Orgulho LGBTs

Evento deste ano faz referência aos 50 anos de Stonewall e os 40 anos do Beijo Livre, primeira organização LGBT de Brasília


postado em 14/07/2019 17:17 / atualizado em 14/07/2019 20:57

(foto: Ana Rayssa/Esp. CB./D.A. Press)
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB./D.A. Press)

Milhares de pessoas se reúnem na Esplanada dos Ministérios na tarde deste domingo (14/7) para a Parada do Orgulho LGBTs. Na 22ª edição, o evento deste ano celebra dois movimentos históricos na luta pelos direitos da comunidade.

O tema faz referência aos 50 anos de Stonewall e os 40 anos do Beijo Livre, primeira organização LGBT de Brasília. Stonewall era um bar nova-iorquino, reduto da população LGBT, que, em 1969, foi alvo de agressiva batida policial, sob a alegação de venda ilegal de bebida alcóolica. 

Funcionários e clientes do local foram presos. À época, a homossexualidade ainda era crime no estado de Nova York. A repressão gerou protestos e manifestações, que são consideradas as primeiras paradas gays do mundo.
  
“Estamos fazendo um resgate da nossa memória. As conquistas não foram à toa. Com essa recuperação, estamos mostrando nosso orgulho e a resistência que a gente precisa ter para permanecer vivo em um dos países que mais matam LGBT no mundo”, explica Michel Platini, um dos organizadores do evento.
 
Para os participantes, o evento é uma forma de combater o preconceito. "Estamos aqui para mostrar que a comunidade LGBTQI+ existe e não vai ficar calada", destaca a estudante Erika Albuquerque, 23 anos. 
 
Ano passado, o movimento reuniu cerca de 70 mil pessoas, de acordo com os organizadores. "A parada ajuda o movimento ter mais visibilidade e ao conhecê-lo muitas pessoas que tinham preconceito passam a ter uma outra ideia", comenta a balconista Yohanna Barbosa, 19. 
 
Platini destaca a importância da parada para a comunidade LGBTQI do DF. “Somos um dos maiores eventos de rua do DF. É o encontro que mais reúne LGBTs na capital do Brasil. Estamos aqui para mostrar a força da comunidade LGBT, que pede cidadania, direitos humanos, respeito”, diz.
 
 
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(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press )
 

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