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Correio Braziliense

Até fim do ano serão 10 escolas militarizadas, diz secretário de Segurança

Em entrevista ao CB.Poder, ele ainda enfatizou o mapeamento dos casos de feminicídio e disse que agressores demonstram atitudes violentas antes de cometer o crime


postado em 22/07/2019 15:09 / atualizado em 22/07/2019 15:10

Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, foi o entrevistado do programa CB Poder desta segunda-feira (22/7)(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, foi o entrevistado do programa CB Poder desta segunda-feira (22/7) (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)

A presença da Polícia Militar nas escolas da rede pública vai aumentar para mais seis escolas. O intuito da Secretaria de Segurança Pública é que até o fim do ano 10 colégios recebam atuação militar. A confirmação é do secretário da pasta, Anderson Torres. Do início do ano até agora já são quatro instituições militarizadas CED 3, em Sobradinho; CED 7, em Ceilândia, CED 1, na Estrutural e CED 308, no Recanto das Emas. 

 

Em entrevista ao programa CB Poder desta segunda-feira (22/7), parceria do Correio com a TV Brasília, ele disse que tem procurado patrocínio para expandir a ação. "Vejo esse projeto com muito bons olhos. Nossa ideia é chegar a 10 a cada ano. Mas para conseguirmos isso, custa caro, precisamos de patrocínios", explicou. "Estive com o ministro da Educação, porque é um projeto federal e estamos acompanhando de perto as comunidades que receberam o modelo", acrescentou.

 
Ele frisou, ainda, que até o fim do governo sejam 40 escolas militarizadas. "A gente está organizando isso junto com o secretário (de Educação) Rafael (Parente). Se tudo ocorrer bem e conseguirmos o financiamento para isso, porque realmente é um projeto caro, acho que conseguimos chegar até o fim do governo com 40 escolas", afirmou. "Estive com o ministro da Educação por duas vezes e mostrei a ele essa necessidade", alegou.

Feminicídio 

Durante a entrevista, Anderson Torres frisou o mapeamento dos crimes de feminicídio pela Secretaria de Segurança Pública. Ele afirmou que os crimes estão sendo investigados com mais prioridade e voltou a reforçar que, segundo os dados, os assassinatos têm ocorrido dentro de casa. Segundo o secretário, os agressores demonstram atitudes violentas antes de praticar o crime.


"Esse é um tipo de crime que não nasce pronto. Lendo vários depoimentos, vi que as agressões vão aumentando até o crime ser praticado. Iniciamos a campanha Meta a Colher, porque acreditamos que é um forma de combatermos o feminicídio, que geralmente é motivado por ciúmes e o sentimento possessivo do parceiro", disse o secretário. 

Para ele, o aumento de posse e porte de arma não irá refletir nos casos de feminicídio, já que, segundo levantamento da pasta, 50% dos crimes são praticados com armas brancas. "Às vezes o homem enforca a mulher, a joga pela janela. Acho que a questão do armamento é delicada e deve ser estudada. É uma mudança política que precisa ser avaliada", afirmou. 

Redução de homicídio 

O secretário destacou que nos primeiros seis meses de governo, houve uma redução significativa no número de homicídios em todo o DF. E que a estratégia de colocar mais policiais na rua tem aumentado a sensação de segurança da população.
 
"Além disso, a  retomada da Polícia Civil e operações policiais tem desmantelado várias organizações criminosas, o que diminui varios casos. Em média, por semana, três operações ocorrem no DF", destacou.



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