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Correio Braziliense

PCDF fecha laboratório em Santa Catarina que fabricava drogas para o DF

Na operação, os agentes localizaram o líder do grupo que está preso no estado catarinense. Essa foi maior apreensão de drogas sintéticas feita pela PCDF este ano


postado em 22/07/2019 16:53 / atualizado em 22/07/2019 16:54

No local, foram encontrados cinco quilos de MDA, que resultariam na fabricação de 50 mil comprimidos de MDMA(foto: PCDF/Divulgação )
No local, foram encontrados cinco quilos de MDA, que resultariam na fabricação de 50 mil comprimidos de MDMA (foto: PCDF/Divulgação )
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em parceria com Polícia Civil de Santa Catarina, fechou neste sábado (20/7) um laboratório de fabricação de drogas sintéticas em Santa Catarina. Os produtos encontrados pela Operação El Patron eram vendidos para todo o Brasil, inclusive para o Distrito Federal. Durante a operação, foi preso o lider da quadrilha e localizados cinco quilos de MDA, que resultariam na fabricação de 50 mil comprimidos de MDMA. 
 
O conteúdo fabricado no estado catarinense era enviado para São Paulo e para a Bahia, de onde eram vendidos por grupos nas redes sociais e distribuídos por meio de serviços postais. Segundo o delegado Rogério Henrique Rezende, da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), os policiais civis ficaram cerca de uma semana em Santa Catarina para localizar o laboratório. 
 
Este foi o terceiro laboratório identificado pelos agentes -- todos eles em Santa Catarina. "A gente fechou (o trabalho) com chave de ouro neste fim de semana. Prendemos o lider, que provavelmente não vai ser solto tão cedo, pois ele tem um pedido de prisão preventiva aqui no DF e o flagrante em Santa Catarina", afirma o delegado. 
 
O laboratório foi localizado na cidade de Palhoça. Além do chefe do grupo, dois acusados foram presos. Rogério destaca que a ação de sábado resultou na maior apreensão de drogas sintéticas feita pela Cord este ano. Além do MDA apreendido, os policiais encontraram um livro de contabilidade que apontava uma produção de 200 mil comprimidos de ecstasy por mês. 

El Patron

A operação teve início em 2018, depois de uma universitária morrer em junho por causa do uso de um entorpecente sintético. "A partir desse caso, a Cord passou a buscar a origem dessas drogas, o que resultou na operação que fizemos nesses últimos meses", ressalta o delegado. A investigações constataram um aumento no consumo desse tipo de droga em Brasília.  "A diferença é o potencial alucinógeno dela, que é muito maior. Ela é muito mais violenta e pode causar graves sequelas. É muito mais fácil morrer devido ao uso desse tipo de entorpencente", esclarece Rogério. 
 
A ação foi batizada de El Patron, que se refere ao líder do grupo que admirava Pablo Escobar, um narcotraficante que conquistou fama mundial. De acordo com a PCDF, o alvo da operação era conhecido na cidade de Balneário Camboriú (SC) e costumava ostentar em festas de Santa Catarina. Ele deve responder a três processos, dois no DF e um em Santa Catarina. "A próxima  fase da investigação é atacar o patrimônio dele, já que ele possui uma loja de confecção e lava o dinheiro do tráfico com ela", complementou o delegado.
 
Durante toda a operação, cinco carros importados foram apreendidos e oito pessoas foram presas, além de seis prensas automáticas. 

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