Publicidade

Correio Braziliense

Polícia prende casal que atuava em fraudes bancárias e cibernéticas no DF

A dupla fazia parte de uma associação criminosa que acessava contas bancárias de outras pessoas para subtrair valores depositados


postado em 23/07/2019 14:37 / atualizado em 23/07/2019 14:37

(foto: Lucas Pacífico/CB/D.A Press)
(foto: Lucas Pacífico/CB/D.A Press)
Após identificar e desarticular uma associação criminosa que atuava em fraudes bancárias, a Polícia Civil prendeu dois foragidos. Um deles, um homem de 46 anos, foi encontrado em Sorocaba (São Paulo) e preso na última segunda-feira (22/7). A namorada dele, 39, foi presa nesta terça-feira (23/7), em uma cidade da Bahia. Ela atuava como comparsa e era a proprietária da conta bancária que recebia os recursos provenientes de fraudes e outros crimes de estelionato.

O homem foi encontrado após trocar mensagens relacionadas a fraudes bancárias com outros envolvidos. Durante a investigação, a polícia identificou o suspeito como o responsável por comercializar malwares — programa de computador usado para acessar outras contas sem permissão — igualmente desenvolvidos para infectar moldens e roteadores para capturar senhas de usuários do Internet Banking.

Além disso, o grupo usava a ferramenta para obter dados bancários, posteriormente usados para invadir contas e subtrair valores depositados.  

Operação Code Market 

A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) tomou conhecimento do malware, denominado KL DNS, durante uma investigação iniciada em 2017, a partir de um vídeo divulgado em um site de compartilhamento. Segundo a Divisão de Comunicação da Polícia Civil (Divicom), o objetivo do vídeo seria comerciar o vírus para pessoas interessadas em cometer crimes de fraudes bancárias por meio da internet.
 
Até a manhã de hoje, as imagens tinham 13.672 visualizações. A própria mídia indica o que o interessado deve fazer para ter contato com o fornecedor. 

Após apuração de caráter cibernético, o responsável pela conta foi identificado em 2018. Logo, a polícia começou a identificar outros envolvidos. 


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade