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Correio Braziliense

Presidente da CEB, Edison Garcia defende a privatização da empresa

Segundo Garcia, a CEB, hoje, dá prejuízo e retira do DF verbas que poderia ser investidas em outras áreas


postado em 12/08/2019 17:28 / atualizado em 12/08/2019 17:29

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)
O presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB), Edison Garcia, voltou a defender, nesta segunda-feira (12/8), a privatização da empresa em entrevista ao programa CB.Poder, uma parceria do Correio com a TV Brasília. Segundo ele, o Distrito Federal tem hoje "uma companhia estatal dando prejuízo", que acaba por "sangrar o caixa do Tesouro, como tem acontecido nos últimos 10 anos" (veja a íntegra da entrevista abaixo).

Para Garcia, o Governo do Distrito Federal poderá destinar os recursos que hoje precisa investir na empresa para atender outras demandas. "Na semana passada, o governador lançou um programa de obras para o DF de R$ 426 milhões. Só para Vicente Pires foram R$ 150 milhões, dando uma solução definitiva para as obras infindáveis. E se fosse decidido não fazer nenhum investimento desses R$ 400 milhões para colocar na companhia energética?", exemplificou.

Segundo o presidente da CEB, no começo do ano, início do novo governo, o cenário era um, baseado nas contas do terceiro trimestre de 2018. Porém, as informações do quarto trimestre revelaram um quadro preocupante. "A principal informação que mudou muito foi o fato de que a CEB se endividou, elevando o endividamento para mais de R$ 1 bilhão. Esse quadro fechou o balanço de 2018. O que esperávamos, de ter um certo lucro, se reverteu em um prejuízo", disse.

Investimentos necessários

Questionado sobre como a iniciativa privada conseguiria resolver esses problemas financeiros, Edison Garcia argumentou que algumas mudanças na empresa podem conter o quadro de prejuízos, mas que, para isso, são necessários investimentos.

"A mão da iniciativa privada pode investir melhor em tecnologia", avaliou. Para se ter ideia, em todo o programa de controle de conta, se contrata um funcionário de uma empresa terceirizada que vai a cada residência fazer a leitura. Hoje, há sistema que possui novo medidor e não é mais necessário ir lá fazer leitura ou corte”, apontou.



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