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Correio Braziliense

Protestos deixam o trânsito congestionado na área central de Brasília

Motoristas enfrentam congestionamento no Eixo Monumental, no Eixão Sul e no Parque da Cidade. Orientação é evitar essas áreas pelo menos até 13h, quando está previsto o fim das manifestações


postado em 13/08/2019 10:09 / atualizado em 13/08/2019 12:27

No eixinho sul, sentido Rodoviária do Plano Piloto, o trânsito estava bastante carregado(foto: Caroline Cintra/CB/DA Press)
No eixinho sul, sentido Rodoviária do Plano Piloto, o trânsito estava bastante carregado (foto: Caroline Cintra/CB/DA Press)
O trânsito na região central de Brasília travou na manhã desta terça-feira (13/8), por conta de duas maninfestações: a marcha das mulheres indígenas e o protesto dos professores e estudantes contra os cortes na educação (Leia no Eu, Estudante a cobertura em tempo real). O condutor que trafegou pelo Eixão Sul, enfrentou lentidão desde as imediações da quadra 105 Sul, até o acesso à Esplanada dos Ministérios. 
 
Por volta das 9h, o Eixo Monumental estava parado. O engarrafamento começava na altura da Torre de TV e ficava pior próximo da Rodoviária do Plano Piloto. Quando o motorista chegava na altura do Museu da República, encontrava a via fechada para os veículos. 
 
Para quem saiu da via W3 Norte, sentido W3 Sul também pegou um trânsito intenso(foto: Caroline Cintra/CB/DA Press)
Para quem saiu da via W3 Norte, sentido W3 Sul também pegou um trânsito intenso (foto: Caroline Cintra/CB/DA Press)
 
 
O trânsito seguia obstruído nas três faixas da esquerda, via S1, no sentido Congresso Nacional, às 11h. Na região estão os manifestantes que protestam contra os cortes na educação as integrantes da marcha das mulheres indígenas, no retorno na altura do Ministério da Saúde.

Um grupo grande de pessoas se concentra no gramado central, vários mais próximos do Congresso e uma parte menor próximo aos carros de som. O trânsito nas três faixas da direita da S1 está liberado, e, às 11h16, o fluxo de veículos era baixo.
 
O trânsito intenso atrasou a rotina da servidora pública Cristina Morais, 35 anos. Todos os dias, às 7h, ela deixa a filha Mariana Morais, 7, na escola para depois ir trabalhar. No entanto, hoje foi pega de surpresa. "Já encontrei dificuldade na hora de levá-la para a aula. Moramos no Guará e ela estuda na Asa Sul. Até chegar lá foi complicado. E para voltar para a Esplanada foi outra dificuldade. Não quero nem pensar na volta para casa", disse. 
 
 
 
Recém-chegado no DF, o fazendeiro José Sena, 60, ficou espantado com o trânsito. Ele veio de Minas Gerais passar a semana na capital. "Está horrível. A gente vem para descansar e acaba passando por situações assim. Como não conheço bem o trânsito aqui vim pelo caminho que imaginei ser mais fácil, mas não foi bem assim. Mas, tudo bem, as pessoas têm o direito de lutar pelo o que querem e acreditam”, afirmou.
 
Para piorar ainda mais a situação na região central, houve um engavetamento no Buraco do Tatu, para quem segue no sentido Sul-Norte. Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o local está bloqueado. E às 10h38, o fluxo no sentido Sul Norte foi desviado para a Rodoviária. Os agentes liberaram a via às 11h. O Parque da Cidade também sofreu os impactos da marcha e o trânsito ficou parado.     

Ver galeria . 7 Fotos Ana Rayssa/CB/D.A Press
(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press )
 
Entenda o motivo 

Nesta terça acontece a 1ª Marcha das Mulheres Indígenas. Elas se concentraram no gramado entre a Funarte e o Clube do Choro e seguiram para a Esplanada. Por conta do protesto, o trânsito foi alterado.  As rotas alternativas, segundo o Departamento de Trânsito são as vias N2, por trás dos ministérios do lado Norte, e S3 pelo lado Sul.
 
Com informações Luiz Calcagno e Caroline Cintra. 

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