Publicidade

Correio Braziliense

Sindicato reage a decisão de policiais irem para centrais de flagrante

Portaria publicada pela Polícia Civil permite a ida dos servidores do Serviço Voluntário Gratificado (SVG) para atuarem nas delegacias que funcionam como Centrais de Flagrante (Ceflags)


postado em 14/08/2019 23:00

Sinpol-DF reagiu a publicação de portaria sobre remanejamento de policiais para Ceflags(foto: André Violatti/Esp.CB/D.A Press)
Sinpol-DF reagiu a publicação de portaria sobre remanejamento de policiais para Ceflags (foto: André Violatti/Esp.CB/D.A Press)
Uma decisão da Polícia Civil gerou insatisfação do sindicato da categoria. Nesta quinta-feira (14/8), a corporação publicou uma portaria que permite a ida dos servidores do Serviço Voluntário Gratificado (SVG) para atuarem nas delegacias que funcionam como Centrais de Flagrantes (Ceflags). O Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) se manifestou e disse que a medida pode reduzir o efetivo de algumas unidades e dificultando o atendimento à população.

De acordo com a entidade representativa de classe, as delegacias das regiões administrativas, conhecidas como circunscricionais, operam com o mínimo de quatro policiais civis no plantão noturno o que, segundo o Sinpol, é abaixo do ideal. A entidade reforça que se um deles for cedido para as unidades Ceflags a unidade da área acaba ficando com dois ou três servidores, o que tornaria inviável o atendimento ao público durante o plantão, além de comprometer diligências e a segurança dos policias.

Na visão da categoria, três agentes nos plantões impossibilita atendimentos em locais de homicídios, casos que se enquadram na Lei Maria da Penha, localização de veículos roubados e estupros. "A solução apresentada pela Polícia Civil, portanto, além de ser paliativa, poderá acarretar em prejuízos no serviço público de Segurança Pública prestado pela corporação", informou nota do Sinpol, enviada à imprensa.

Como alternativa, o Sinpol sugeriu que haja aumento no número de vagas do serviço voluntário. O Correio procurou a Polícia Civil, mas a instituição disse que não vai se posicionar acerca do assunto.


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade