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Correio Braziliense

Homem que matou servidora diante das filhas é condenado a 36 anos e 9 meses

Stefanno Jesus Souza Amorim cumprirá pena em regime inicialmente fechado. Durante depoimento, o réu não demonstrou remorso pelo crime


postado em 22/08/2019 19:51 / atualizado em 22/08/2019 20:15

Stefanno Amorim: réu chegou a rir durante o julgamento(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Stefanno Amorim: réu chegou a rir durante o julgamento (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
O assassino confesso da servidora comissionada do Ministério dos Direitos Humanos Janaína Romão Lúcio, 30 anos, foi condenado a 36 anos e nove meses de prisão. A sentença foi anunciada por volta das 19h30 desta quinta-feira (22/8), no Tribunal do Júri de Santa Maria, região admiistrativa onde ocorreu o feminicídio.

Stefanno Jesus Souza Amorim, 21, matou a ex-companheira a facadas em frente às filhas dos dois, que atualmente têm 5 e 4 anos. O caso ocorreu na casa dele, em 14 de julho de 2018

 

Cerca de 50 pessoas acompanharam ao julgamento do acusado, que começou às 9h. Durante depoimento, Stefanno não demonstrou remorso ou emoção. Voltou a admitir que golpeou a ex-companheira com uma peixeira, mas negou que tenha cometido o crime diante das crianças. Amorim disse ainda que matou a servidora por acreditar que ela havia reatado um antigo relacionamento. 

 

Risos durante o julgamento

Enquanto testemunhas da acusação relatavam o relacionamento conturbado de Stefanno e Janaína, o homem chegou a rir algumas vezes. Ele também sorriu enquanto encarava familiares, amigos e conhecidos da vítima presentes no tribunal. 

 

"Isso só me mostrou que ele nasceu ruim e vai morrer assim. Ele não se arrepende de ter tirado a vida da Janaína, mãe das filhas dele. O Stefanno agir assim demonstra que quer nos intimidar, mas fiquei firme aqui e não deixei o tribunal. Eu queria que ele pegasse a pena máxima e fiquei satisfeita com a condenação", disse uma amiga de Janaína, de 32 anos, que pediu para ter o nome preservado.

Outro julgamento

Outro caso de feminicídio foi julgado em Brasília nesta quinta-feira. Jonas Zandoná, 45 anos, foi condenado a 25 anos de prisão pelo feminicídio de Carla Grazielle Rodrigues Zandoná, 37 anos. Ele foi considerado culpado de jogar a mulher, com quem era casado, do terceiro andar de um prédio da 415 Sul, em 6 de agosto do ano passado. O condenado cumprirá pena em regime fechado, e a defesa não poderá recorrer da decisão. 

 

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