Cidades

''Ele ficava oferecendo carona'', diz mulher que trabalhava com Marinésio

Cozinheira que trabalhava com o suspeito relata que Marinésio insistia em levar colegas do emprego para casa, no Paranoá ou em Planaltina

Sarah Peres
postado em 02/09/2019 19:43
Marinésio também oferecia carona para colegas de trabalho. Ele estava empregado como cozinheiro em uma rede de supermercados, no Lago Norte

Mais de uma semana após a prisão de Marinésio dos Santos Olinto, 41 anos, colegas de trabalho do cozinheiro ainda tentam unir o perfil do homem que conheceram com o descrito pelas vítimas que quase diariamente procuram as delegacias do Distrito Federal. Segundo uma funcionária da rede de supermercados onde o suspeito trabalhava, no Lago Norte, era comum o assassino confesso de Letícia Curado, 26, e Genir Sousa, 47, oferecer caronas para as mulheres do local.

"Ele era um homem aparentemente normal e tranquilo. Mas depois que descobrimos as barbáries, percebemos que ele só mantinha amizade com mulheres. Diariamente ele oferecia carona para as colegas, dizendo que as deixavam em casa, se fosse em Planaltina ou no Paranoá. Por mais que elas negassem, ele continuava", detalha a cozinheira, de 36 anos.

[SAIBAMAIS]De acordo com a mulher, Marinésio recebeu folga na sexta-feira em que ele matou a advogada e funcionária do Ministério da Educação, Letícia Curado. O crime foi cometido em 23 de agosto, quando a vítima aguardava um ônibus para a Esplanada dos Ministérios, onde trabalhava. Ela foi pega em uma parada de ônibus do bairro Arapoangas, em Planaltina. A jovem morava no local com o marido e o filho de três anos.

"Nesse dia, ele estava de folga. Mas no sábado (dia 24), o Marinésio chegou no horário dele, bem certinho, por volta das 6h. Lembro-me que todos estávamos falando do caso da Letícia. Ele ficou calado durante todo o assunto. Posso te dizer, agora que sabemos de tudo, que ele é um ótimo ator. É uma pessoa fria", relata a cozinheira.

Marinésio deixou o serviço no horário da tarde, por volta das 15h. Ele acabou preso por agentes da 31; Delegacia de Polícia (Planaltina) no mesmo dia, após apuração do envolvimento dele. Durante depoimento, o suspeito confessou ter assassinado Letícia enforcada.

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação