Publicidade

Correio Braziliense

Integrantes do PCC são transferidos para o presídio de Planaltina de Goiás

Transferência envolve 195 detentos que estavam na penitenciária de Aparecida de Goiânia (GO)


postado em 10/09/2019 15:47 / atualizado em 10/09/2019 18:48

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Distrito Federal fizeram a escolta dos detentos(foto: Arquivo pessoal)
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Distrito Federal fizeram a escolta dos detentos (foto: Arquivo pessoal)
Integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foram transferidos nesta terça-feira (10/9) da penitenciária de Aparecida de Goiânia (GO) para o presídio de segurança máxima de Planaltina (GO). Ao todo, 195 detentos foram deslocados. A ação faz parte de uma operação deflagrada nesta terça-feira no combate a rixas de facções dentro dos presídios de Aparecida de Goiânia, Anápolis e Formosa.

A operação, que começou por volta das 7h, contou com o trabalho integrado de mais de 400 membros das forças de segurança: agentes penitenciários, Polícia Militar, Polícia Técnico científica, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Corpo de Bombeiros. Além disso, a escolta também recebeu o reforço do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Distrito Federal. 

A unidade prisional de Planaltina de Goiás foi inaugurada em 2 de setembro. A construção teve um investimento de cerca de R$33 milhões, usados para a estrutura e aquisição de equipamentos.  “Trata-se de um passo para o controle pleno do sistema prisional. Nossa meta é evitar ações criminosas cujas ordens possam partir de dentro dos presídios”, afirmou o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda. 

O secretário explicou ainda que os detentos continuarão tendo todos os direitos assegurados. No entanto, para ele, o controle de segurança na unidade de Planaltina é mais rígido. 

Segundo o diretor-geral de Administração Penitenciária (DGAP), coronel Wellington Urzêda, a transferência, além de permitir um controle mais rígido do sistema penitenciário, refletirá na segurança nas ruas. “Tenho certeza que os indicadores criminais que já estavam em queda vão apresentar números ainda menores nos próximos meses”, disse.

Transferências para Brasília

Em 13 de fevereiro, líderes da facção criminosa PCC, custodiados em Presidente Venceslau (SP), foram transferidos para penitenciárias federais de todo o país. O deslocamento foi determinado pela Justiça, a partir de um pedido apresentado pelo Ministério Público de São Paulo. A operação coordenada pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça resultou na transferência de 22 integrantes da cúpula da organização criminosa. Pelo menos três dos 22 detentos, vieram para Brasília, onde ficarão por 360 dias. 

Um mês e sete dias depois, o Ministério da Justiça decidiu transferir Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, para o presídio federal da Fazenda Papuda, em Brasília. Ele foi apontado pelas autoridades como líder do PCC. Marcola se deslocou para a capital de Porto Velho (RO) em um jato da Polícia Federal. A transferência do traficante ocorreu por conta do esquema de rodízio adotado pelo governo. A intenção era impedir que os chefes das facções dessem ordens para que fossem realizados ataques por quem está do lado de fora das prisões. 

Recentemente, em 21 de junho, a Penitenciária Federal em Brasília recebeu mais 30 presos. Os detentos faziam parte do Comando Vermelho, segunda maior facção criminosa do país. Eles estavam presos em cadeias do Pará, mas foram transferidos para presídios federais depois da descoberta de um plano de fuga em massa de pelo menos 400 detentos do Complexo de Americano, em Santa Izabel do Pará. Inicialmente 30 desembarcaram na capital, mas 20 acabaram sendo distribuídos a outras unidades do sistema de segurança máxima do país. Os outros 10 ficaram no DF.
 
*Estagiária sob supervisão de Fernando Jordão

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade