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Correio Braziliense

Formosa: presidente da Câmara é preso acusado de fraude em licitação

O vereador Edmundo Nunes Dourado (PP), atual presidente da casa, e Humberto Serafim Mendonça, controlador interno do órgão, foram presos na manhã desta quarta-feira (11/9)


postado em 11/09/2019 09:21 / atualizado em 11/09/2019 09:25

Os policiais e os promotores também cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na casa de outros denunciados e em uma empresa que estaria ligada ao esquema criminoso(foto: MPGO/Divulgação)
Os policiais e os promotores também cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na casa de outros denunciados e em uma empresa que estaria ligada ao esquema criminoso (foto: MPGO/Divulgação)

Operação do Ministério Público do Estado de Goiás e da Polícia Civil de Goiás resultou na prisão de duas pessoas integrantes da Câmara dos Vereadores de Formosa. O vereador Edmundo Nunes Dourado (PP), atual presidente da casa, e Humberto Serafim Mendonça, controlador interno do órgão, foram presos na manhã desta quarta-feira (11/9) acusados de fraudes em licitações.  

Os policiais e os promotores também cumpriram cinco mandados de busca e apreensão na casa de outros denunciados e em uma empresa que estaria ligada ao esquema criminoso. Segundo acusação, entre 2016 e 2019, quando Edmundo assumiu cargo de presidente da Câmara, ele passou a comprar produtos e mercadorias sem a realização do procedimento licitatório, favorecendo pessoas conhecidas.  

A decisão, expedida pelo magistrado Fernando Oliveira Samuel, da Segunda Vara Criminal de Formosa, determina o bloqueio de bens dos acusados para assegurar o ressarcimento dos prejuízos ocasionados aos cofres públicos. Além da responsabilização criminal, que prevê penas que podem chegar a oito anos de prisão, os investigados respondem por improbidade administrativa, que prevê suspensão de direitos políticos, perda do cargo e proibição de contratação com o poder público. Os réus ainda podem pagar multa.  

Além de Edmundo e Humberto, outras cinco pessoas foram acusadas de participar do esquema. “Edmundo fazia compras diretas das empresas de amigos e protegidos deles. Ele adquiria produtos de limpeza, de escritório e alimentícios. É a primeira fase da operação e devem ter outras focadas para investigar o Legislativo”, explicou um dos promotores à frente do caso, Douglas Chegury. 

O Correio entrou em contato com o procurador da Câmara dos Veradores de Formosa, Clayton Costa, que informou que os réus ainda não definiriam uma linha de defesa. “Ainda estamos nos inteirando sobre a acusação e verificaremos se ela tem legalidade. A partir disso, Humberto e Edmundo definirão um advogado pessoal”, ressaltou.  

 

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