Publicidade

Correio Braziliense

Polícia Civil mantém estado de assembleia para garantir reajuste salarial

Categoria espera que GDF cumpra acordo de compensação das perdas em rendimentos ao longo dos últimos 10 anos


postado em 12/09/2019 00:10 / atualizado em 12/09/2019 02:02

(foto: André Violatti/Esp. CB/D.A Press - 11/8/2016)
(foto: André Violatti/Esp. CB/D.A Press - 11/8/2016)
Os policiais civis decidiram, após reunião na tarde desta quarta-feira (11/9), entrar em estado permanente de assembleia. A medida abre caminho para que a categoria decrete uma greve a qualquer momento. O encontro ocorreu após a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) se reunir com o governador Ibaneis Rocha (MDB) e com o diretor-geral da instituição, Robson Cândido, nesta terça-feira (10/9).

A decisão partiu dos cerca de 800 policiais que se reuniram em assembleia extraordinária convocada pelo Sinpol-DF para tratar da recomposição salarial da categoria. A preocupação é de que a compensação das perdas salariais dependa da edição de uma medida provisória para mudar a gestão do Fundo Constitucional do DF do governo federal para o local. 

Para o Sinpol-DF, a mudança pode atrasar ainda mais a recomposição dos pagamentos dos últimos 10 anos, uma vez que as negociações ficariam paralisadas novamente até que a gestão do fundo constitucional seja definida. A promessa era de que uma medida provisória da presidência da República para garantir os reajustes seria editada após o fim da tramitação do projeto de lei que trata da reforma da Previdência, no Congresso Nacional. 

Diante da indefinição, a categoria optou por decretar estado de assembleia permanente. Em reuniões previstas para as próximas semanas, os policiais devem definir ações de mobilização em resposta à demora da recomposição.

A reportagem aguarda retorno do GDF.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade