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Correio Braziliense

Incêndio atinge Parque Ecológico de Águas Claras nesta sexta-feira

Bombeiros foram chamados por volta das 11h por moradores, que ficaram assustados com a fumaça


postado em 13/09/2019 12:19 / atualizado em 13/09/2019 16:33

Fogo se alastra e bombeiros continuam combate pela tarde(foto: Reprodução)
Fogo se alastra e bombeiros continuam combate pela tarde (foto: Reprodução)
Um incêndio atinge o Parque Ecológico de Águas Claras desde a manhã desta sexta-feira (13/9). O fogo começou por volta das 11h e assustou moradores da região, que viram o incêndio se alastrar e a fumaça aumentar.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e, até a última atualização desta matéria, ainda estava atuando no local. Equipes das unidades de Águas Claras e do Nucleo Bandeirante efetuam o combate às chamas.
 
 
 
Por volta das 15h, a equipe do Corpo de Bombeiros conseguiu controlar as chamas no Parque Ecológico de Águas Claras. Doze militares e duas viaturas atuaram no combate, além de oito brigadistas do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).
 
Segundo o tenente Marcelo de Abreu, foram precisos 12 mil litros de água, bombas costais e abafadores para apagar o fogo, considerado em média proporção. "Levamos três horas para apagar as altas chamas. Agora, os militares trabalham dentro da área para verificar os danos", afirmou. 

A tenente explicou ainda que não sabe o que pode ter motivado o incêndio e nem o tamanho da área afetada. "Amanhã pela manhã iremos  fazer a medição por meio de drones e aeronaves para saber o tamanho em  hectares", disse.
 
Os estudantes Marcos Bezerra, 22 anos, e Vitória Freitas, 22, costumam frequentar o Parque de Águas Claras, ao menos, três vezes na semana para fazer piquenique. "Só de saber que esse verde vai demorar para se reconstituir, é uma tristeza. Não sei o que motivou, mas se alguém provocou isso, é revoltante ver que as pessoas não têm cuidado", disse Marcos. 
 
O corretor de imóveis Daniel Conde, 42 anos, trabalha em uma banca em frente ao Parque de Águas Claras. "Por volta de 11h30 eu me dei conta de que estava pegando fogo. As chamas eram bem altas. Me assustei na hora", conta. Morador do Lago Oeste, ele também é um frequentador assíduo do parque. "Venho aqui para caminhar. Realmente, é um lugar muito bom, mas poderia haver mais fiscalização", opina.

Seca 

O período de estiagem no Distrito Federal tem contribuído com o aumento de queimadas na capital. Somente na última quinta-feira, por exemplo, os bombeiros combateram pelo menos três grandes incêndios.

Um dos incêndios ocorreu próximo ao Morro da Capelinha, em Planaltina. Outro, também na mesma região, atingiu um milharal nas proximidades da BR-020. O terceiro queimou uma área próxima ao Polo de Modas de Sobradinho. 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, de 1ª de janeiro a 10 de setembro mais de 8 mil hectares foram queimados no DF, totalizando 6,4 mil ocorrências de incêndios em vegetação atendidas. 

Só em setembro deste ano, a corporação combateu mais de 1 mil chamados, com 2 mil hectares de área queimada. Em todo o 2018, o total de ocorrências do mesmo tipo foi 6,4 mil, atingindo mais de 7 mil hectares queimados.

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