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Correio Braziliense

Apostadores sonham e fazem planos com o prêmio de R$ 120 milhões da Mega

Acumulado em R$ 120 milhões, o prêmio da Mega-Sena desperta a esperança e a imaginação de quem faz a aposta


postado em 17/09/2019 06:00

Quem quiser tentar a sorte tem até as 19h desta quarta-feira(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Quem quiser tentar a sorte tem até as 19h desta quarta-feira (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Casa, carro e viagens. Apostadores de todo o Brasil imaginam o que fazer com o prêmio acumulado da Mega-Sena. O sonho de muitos pode estar a uma aposta de R$ 3,50. No último sorteio, no sábado passado, ninguém acertou as seis dezenas do concurso da Caixa Econômica Federal. O acumulado agora é de R$ 120 milhões.

Iara Silva, 33 anos, estava apenas acompanhando uma amiga em uma lotérica no Sudoeste e decidiu apostar quando viu o valor. "Eu queria ajudar minha família, minha mãe e meus irmãos. Depois viajar. Aproveitar a vida, né? Porque a gente rala muito", almeja a vendedora.

Moradia própria é o sonho do pedreiro José Dorival de Santana, 52, que joga semanalmente. "Construo casa para os outros todo dia, mas a minha, que é bom, ainda não tenho", lamenta. Ajudar os parentes também é uma prioridade. "Casa e carro eu daria para a família toda."

Investir em viagens é a opção de João Batista, 82. "Quero conhecer o Brasil todo com a família e visitar minha cidade natal, Poços de Caldas (MG)", avisa. Morador de Taguatinga, ele sempre faz o jogo na lotérica perto de casa. Já chegou a destinar R$ 200 para tentar o grande prêmio. Mas desistiu dessa abordagem. Hoje um jogo por sorteio da Mega é suficiente para ele. "Só preciso de um para ganhar." 

 

João Batista planeja viajar o Brasil todo (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
João Batista planeja viajar o Brasil todo (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
 

1 chance em 50 milhões

Segundo a Caixa Econômica, a probabilidade de levar o prêmio para quem joga uma vez é de um em 50.063.860 jogos. Quanto mais dezenas em uma única aposta, maiores as chances. 

 

"Estatisticamente é muito pequena a chance de ganhar, mas tem que ter esperança, né?", diz Adriano Zanella, 37. Consultor em criptomoedas, ele está entre os que não saberiam o que fazer com o prêmio. "Não tenho plano nenhum. Vou ficar três dias trancado em casa. Depois, vejo o que fazer."

A aposentada Iula de Souza, 65, também não tem ideias ambiciosas. O foco inicial é nas necessidades mais básicas, como ter um plano de saúde de qualidade, além de presentear os seis filhos e os nove netos. "Jogo toda semana, porque é a única esperança de ter uma vida normal, uma vida tranquila", afirma a moradora de Ceilândia. 

 

Iula de Souza só tem uma certeza: investir o dinheiro para render mais(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Iula de Souza só tem uma certeza: investir o dinheiro para render mais (foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
 

 

Mesmo sem grandes planos para a bolada, a aposentada gostaria de fazer o dinheiro render. "Eu investiria no banco, faria uma aplicação, algo para me deixar sossegada."

Se o sortudo quer sossego, investir é mesmo o melhor caminho, opina o economista da G2W Investimentos, Ciro Almeida. “É claro que existem muitas variáveis, mas, se o ganhador souber aplicar os R$ 100 milhões, em dez anos, ele terá R$ 180 milhões sem sair de casa, com a Selic a 6%. Em 20 anos, o valor estaria em quase R$ 300 milhões”, calcula. 

Para isso, alguns conselhos devem ser considerados, como investir em um fundo exclusivo para grandes fortunas e não se arriscar em negócios nos quais a pessoa não tem experiência. “Tem gente que quer multiplicar o dinheiro abrindo uma franquia de restaurantes, mas nunca teve um empreendimento assim, então é uma negligência”, exemplifica Almeida. Segundo ele, com uma equipe econômica dedicada a fazer esses investimentos e uma gestão de risco do patrimônio, “várias gerações do ganhador podem ter sossego”.

Ainda dá tempo

 

» Os sorteios da Mega-Sena ocorrem duas vezes por semana, às quartas e aos sábados. Para concorrer ao prêmio de R$ 120 milhões desta quarta-feira (18), as apostas devem ser feitas até as 19h do dia do sorteio.


Colaboraram Alan Rios e Lis Cappi (estagiária sob supervisão de Marina Mercante)

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