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Correio Braziliense

Morre, ao 66 anos, o jornalista Eduardo Balduíno, o Badu, vítima de câncer

Com mais de 40 anos de experiência, Balduíno se especializou em comunicação política. Amigos, no entanto, contam que seus traços mais marcantes eram a generosidade e a alegria


postado em 19/09/2019 18:11 / atualizado em 19/09/2019 20:08

Badu, ao lado do ex-presidente Michel Temer, de quem foi assessor da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República(foto: Facebook/ reprodução )
Badu, ao lado do ex-presidente Michel Temer, de quem foi assessor da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (foto: Facebook/ reprodução )
O jornalista Eduardo Sérgio Hermano Balduino morreu nesta quinta-feira (19/9), em decorrência de um câncer. Badu, como era conhecido entre os amigos, completaria 67 anos no fim de outubro. O velório será nesta sexta-feira (20/9) das 12h às 17h, na Capela 5 do cemitério Campo da Esperança. O comunicador deixa dois filhos.

 

Para quem o conheceu de perto, a imagem que fica é de pessoa de grande coração, que deixará saudades. O jornalista Luís Natal lembra com carinho do amigo. "Para a gente ele era Badu ou Baduzinho. Trabalhamos juntos muitas vezes, a primeira no Correio, na década de 1980", conta.

O amigo ressalta ainda a generosidade de Badu. "Um cara muito alegre, que tinha uma gargalhada muito bacana e era muito solidário. Tinha uma espiritualidade grande. Toda sexta se vestia de branco e rezava para os orixás", acrescenta. 

 

A amiga Maria de Fátima Hamú, chef do Lagash Mediterranée, ressalta o mesmo aspecto e diz que só guardará memórias boas de Badu. "Uma pessoa carinhosa, amiga, muito prestativa, que procurava ajudar todo mundo. Estava sempre a postos. Vai deixar muita saudade", diz.

 

Após ser amiga do jornalista por quase 30 anos, a colega de profissão Claudia Carneiro também elenca a risada de Badu como inesquecível. "Ele vai fazer muita falta, eu falava com ele todo dia. Nós estávamos trabalhando juntos. Vou me lembrar da melhor gargalhada do mundo", diz, emocionada. 

 

200 amigos íntimos

 

Claudia conheceu Badu nos anos 1990, quando ele foi chefe de reportagem dela. "Como fui pupila dele, ele deixa um legado muito grande. Era um cara que buscava a verdade nas coisas e ele tinha jornalismo na veia." 

 

A amiga ainda recorda o quanto ele era querido por muitos. "O Badu era amigo de muita gente. Quando ele ficou doente, criou uma lista de transmissão no WhatsApp para falar com os amigos mais íntimos. A lista tinha 200 pessoas", lembra, rindo.  

 

Formado pela Universidade de Brasília (UnB), Eduardo Balduino acumulava mais de 40 anos de experiência no jornalismo. Especialista em comunicação política e consultoria de relações institucionais com o Congresso Nacional, atuou como assessor de imprensa no Legislativo Federal e no Governo do Distrito Federal.

Foi ainda assessor especial da Secretaria de Imprensa e da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, nas gestões do ex-senador Cristovam Buarque (PPS) e do ex-presidente Michel Temer (MDB). Ainda teve passagem pelo Correio Braziliense da década de 1980. Atualmente, era sócio diretor na Rumpi Comunicação.

 

Recentemente, o jornalista descobriu um tumor no cérebro. "Ele fez um cirurgia e saiu satisfeito. Depois, apareceu um problema no pulmão, acelerou o processo e voltou o tumor da cabeça, que atingiu o fígado. A última vez que falei com ele foi no sábado, ele me dizendo que estava sendo internado. Não gostei da voz dele", diz, com tristeza, Natal.

 

 

 

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