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Correio Braziliense

Em meio a crise, dono do Alub é alvo de operação da Polícia Federal

Arthur Pinheiro Machado é investigado na Operação Grand Bazaar, que apura indícios de fraudes em fundos de pensão


postado em 22/10/2019 11:14 / atualizado em 22/10/2019 11:14

Arthur Pinheiro Machado havia sido preso em 2018 durante desdobramento da Lava-Jato(foto: Willy Malheiros/Divulgação)
Arthur Pinheiro Machado havia sido preso em 2018 durante desdobramento da Lava-Jato (foto: Willy Malheiros/Divulgação)
O empresário Arthur Pinheiro Machado, dono do Colégio Alub, foi alvo da Polícia Federal durante a Operação Grand Bazaar, que apura indícios de fraudes em fundos de pensão. A investigação contra ele ocorre em meio a uma grave crise no colégio. 

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão e bloqueou R$ 3,25 milhões de saldos de contas bancárias dos suspeitos. Segundo a investigação, a quantia teria sido usada no pagamento de propina para evitar a convocação e o indiciamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão.

A operação foi deflagrada na última segunda-feira (21/10). A Procuradoria-Geral da República (PGR) chegou a pedir a prisão preventiva de Arthur. Mas a solicitação foi negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello. A busca e apreensão também ocorreu nos endereços de outros nove acusados. 

Crise

O Colégio Alub enfrenta séria crise e pode encerrar as atividades. A instituição de ensino começou a ter turbulências em 2018, quando Arthur Pinheiro Machado foi preso em uma das fases da Lava-Jato, acusado de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção por meio de fraudes nos fundos de pensão. 

Pais e alunos do colégio se manifestaram na última sexta-feira (18/10) em frente à unidade de Taguatinga e da Asa Norte buscando uma solução para a falta de aulas e pagamentos dos profissionais. Na próxima quarta-feira (23/10), completa-se uma semana de portas fechadas na instituição, que segue sem previsão de retorno das aulas.

O Correio procurou a assessoria do Alub, mas não houve retorno. O espaço continua aberto para as manifestações do colégio. 

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