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Correio Braziliense

Santa Maria recebe ação da Secretaria de Saúde contra a dengue

Projeto iniciado na cidade prevê ações contra o mosquito e busca de casos suspeitos


postado em 22/10/2019 16:15 / atualizado em 22/10/2019 16:18

Segundo a Secretaria de Saúde, pelo menos 300 imóveis devem ser alcançados até quinta-feira (24/10)(foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde)
Segundo a Secretaria de Saúde, pelo menos 300 imóveis devem ser alcançados até quinta-feira (24/10) (foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde)
Moradores das quadras 207 e 307 de Santa Maria vão receber a visita de profissionais da Vigilância Sanitária e da Equipe de Saúde da Família da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da região nesta semana. Os servidores realizam uma investigação epidemiológica especial sobre as arboviroses. Trata-se de uma medida de prevenção à dengue e outras doenças relacionadas ao Aedes aegypti. Segundo a Secretaria de Saúde, pelo menos 300 imóveis devem ser alcançados até quinta-feira (24/10).

''Esta investigação epidemiológica especial em campo, com o apoio da Atenção Primária, é uma iniciativa baseada no método da Vigilância à Saúde de coletar dados de forma sistemática e, com as informações locais, analisar a situação epidemiológica vigente para que as medidas de controle sejam direcionadas, segundo as características identificadas no território de atuação de cada Equipe de Saúde da Família'', explica o médico sanitarista da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, Roberto de Melo Dusi.

Para a visita, foi realizado reconhecimento geográfico prévio e feito um levantamento de dados relacionado à detecção de casos febris que correspondam à definição de casos suspeitos de dengue para o território de atuação de equipe e da UBS 1 de Santa Maria.

''Para esta área, foi organizado um roteiro de visita aos domicílios e demais edificações e, a partir daí, iniciamos a visita casa a casa para verificar novos casos que não tenham sido registrados no serviço de saúde, com a realização de exames sorológicos e de biologia molecular, quando indicado, e a captura de vetores alados ou na sua forma larvária nos criadouros'', conta Dusi.

Na fase intermediária do trabalho desta semana, os dados serão analisados para transformá-los em informações que serão debatidas numa reunião de encerramento, na sexta-feira (25/10). O encontro terá a participação da Equipe de Saúde da Família, dos profissionais da Diretoria de Atenção Primária Sul, da Vigilância Hospitalar, das diretorias de Vigilância Epidemiológica, Sanitária e Ambiental, Laboratório Central (Lacen), Cerest e do gabinete do SVS. Também foram convidados profissionais de outras regiões para que conheçam o projeto e possam implementar em suas áreas de cobertura.

Expansão

A ideia é que este modelo de atuação seja implementado em todas as regiões de saúde do DF, contemplando as mais de 500 Equipes de Saúde da Família. Segundo Dusi, atingir 100% do território do DF pode demorar cerca de quatro anos devido à necessidade de capacitação das equipes envolvidas. 

Devem receber a ação, ainda este ano, o Arapoanga, previsto para final de novembro, e a área da QND em Taguatinga Norte, ainda sem data definida.

''O objetivo desta atividade é proporcionar a aplicação do método epidemiológico como recurso sistemático para as Equipes de Saúde da Família, analisarem, em tempo adequado e oportuno, a realidade epidemiológica do território. A ação também permitirá à equipe aplicar as medidas de controle adequadas e específicas às peculiaridades locais, estando preparada para atuar de maneira coordenada quanto aos temas comuns e concomitantes com os territórios das equipes lindeiras da região de saúde do DF como um todo'', frisa o sanitarista.
 
Com informações da Secretaria de Saúde 

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