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Correio Braziliense

Suspeitos de matar padre Casemiro tornam-se réus na Justiça

Juiz substituto da 7ª Vara Criminal de Brasília aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público contra três suspeitos de assassinar o pároco, em setembro. Eles permanecerão presos preventivamente


postado em 22/10/2019 21:21 / atualizado em 22/10/2019 22:56

Quatro dias após o assassinato, a Polícia Civil chegou a três suspeitos de cometer o crime(foto: Sarah Peres/CB/D.A Press - 25/9/2019)
Quatro dias após o assassinato, a Polícia Civil chegou a três suspeitos de cometer o crime (foto: Sarah Peres/CB/D.A Press - 25/9/2019)
A Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia contra os três homens suspeitos de assassinar o padre polonês Kazimierz Wojno, conhecido como Casemiro, 71 anos, em 21 de setembro. Para o juiz substituto da 7ª Vara Criminal de Brasília Newton Mendes de Aragão Filho, os dados do inquérito policial embasam a narrativa, a materialidade dos fatos e os indícios de autoria. 

Além de aceitar a denúncia, o magistrado decretou que os três envolvidos tenham a prisão temporária convertida em preventiva. A medida, segundo ele, visa garantir "a ordem pública, considerando a periculosidade dos indiciados, a conveniência da instrução criminal" e serve para "assegurar a aplicação da lei penal, por haver risco de fuga do distrito da culpa, residência incerta, repisando os veementes indícios de autoria e robusta prova da existência dos crimes". 

“Por tais argumentos, qualquer condição pessoal favorável dos acusados, tais como primariedade, domicílio certo no distrito da culpa, aos olhos deste juízo, sucumbem diante do interesse público maior, no sentido de retirar de circulação indivíduos que possuem, em princípio, sinais de perversidade inerentes aos seus modos de agir e se portar na sociedade”, ressaltou Newton Mendes. 

Com a decisão, publicada nesta terça-feira (22/10), Alessandro de Anchieta Silva, 19; Antonio Wyllian Almeida Santos, 32; e Daniel Souza da Cruz, 29, tornaram-se réus. A defesa de Alessandro negou interesse em contribuir com a Justiça por meio de colaboração premiada para a identificação do adolescente que teria participado do crime e ainda está foragido, além de uma quinta pessoa que teria fornecido informações para o grupo.

Relembre o caso


O crime teve repercussão internacional. Na noite de 21 de setembro, após celebrar a missa das 17h na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na 702 Norte, o padre Casemiro foi rendido por criminosos. Funcionário do local, o caseiro José Gonzaga da Paes, 39, também ficou sob poder dos assaltantes.

Ele relatou à polícia que levou um soco, que um dos acusados tapou a boca dele com um saco de lixo e que ficou sob a mira de uma arma. Ele também afirmou que teve os olhos cobertos por um pedaço de tecido e que teve pés e mãos amarrados. Nesse momento, o padre voltava para casa e foi surpreendido pelo grupo.

Câmeras de segurança das vias próximas à igreja mostraram quatro homens pulando um dos muros que cercam o terreno da paróquia após o latrocínio, por volta das 21h40. Eles levaram os objetos roubados em mochilas e fugiram usando transporte público. A polícia chegou a Alessandro e Antônio três dias depois, com a ajuda de provas obtidas pela perícia no local do crime. Daniel foi encontrado no dia seguinte.  
 

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