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Correio Braziliense

MP denuncia grupo por desmanchar e vender peças de carro ilegalmente

Os denunciados atuavam desde a captação de veículos roubados ou furtados até a venda do material em lojas do DF e de Goiás


postado em 09/11/2019 13:15 / atualizado em 09/11/2019 13:15

(foto: Leandro Mello/CB/D.A Press)
(foto: Leandro Mello/CB/D.A Press)

 

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou, na última sexta-feira (8/11), 14 pessoas por associação criminosa, lavagem de dinheiro e receptação qualificada. O grupo atuava desde a captação de veículos roubados ou furtados, em São Paulo, até o desmonte e corte das peças. Em seguida, o material era vendido em lojas do Distrito Federal e de Goiás


Os denunciados foram presos na Operação Rota da Seda, deflagrada em 30 de setembro. De acordo com as investigações, a organização teria enviado ao DF, nos últimos 10 anos, pelo menos dois mil carros cortados que tinham partes comercializadas, em geral, em lojas de autopeças, localizadas no Setor H Norte, em Taguatinga. Na região, os investigadores interditaram 20 estabelecimentos comerciais. 

A denúncia da 4ª Promotoria de Justiça Criminal de Taguatinga descreve como o grupo atuava. Os documentos, áudios, vídeos e imagens de conversas em aplicativo de mensagens comprovam o funcionamento da atividade criminosa e a forma estruturada em que eles agiam.
 

Modo de agir 

De acordo com as investigações, os veículos eram roubados ou furtados em Campinas (SP), receptados e desmontados em galpões, por terceiros ainda não identificados. A remessa das partes era enviada para o DF e para Goiás. Tudo isso com a supressão ou a exclusão dos sinais identificadores dos veículos.

Caminhões diferentes eram usados no transporte das peças. Cada um comportava, em média, dez veículos cortados. Eles chegavam a transcorrer o percurso entre os dois estados — São Paulo e Goiás — e a capital federal até três vezes na semana, o que indica o alto volume de carros roubados ou furtados inseridos no mercado de autopeças.

Para ludibriar a fiscalização rodoviária, eram emitidas notas fiscais falsas, alusivas a sucatas, para dar aparência de que a carga era lícita, em caso de abordagem por autoridades policiais ou administrativas. No DF, as peças eram distribuídas em dezenas de lojas no Setor H Norte, em Taguatinga.

Durante as investigações, um dos caminhões que transportava as cargas foi apreendido e todo o material retirado. O Instituto de Criminalística conseguiu remontar 10 carros completos: quatro portas, capô, tampa traseira, teto, pára-choques, paralamas, faróis, lanternas, espelhos e toda a parte de acabamento e mecânica.

Além das denúncias feitas pelo MPDFT, a Promotoria de Taguatinga realiza um trabalho em parceria com o Departamento de Trânsito (Detran) no sentido de aplicar a lei que regulamenta a atividade de desmontagem de veículos automotores terrestres no DF. O intuito é garantir o controle, a fiscalização, a auditoria e regular o funcionamento desses estabelecimentos comerciais.
 
Com informações do MPDFT 

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