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Correio Braziliense

''Não somos oposição cega ao governador Ibaneis'', diz Arlete Sampaio (PT)

Segundo a parlamentar, projetos que possam contribuir com a cidade serão apoiados pelos distritais petistas


postado em 11/11/2019 15:11 / atualizado em 11/11/2019 16:00

Para Arlete Sampaio (PT), o impeachment de Dilma Rousseff (PT) foi um golpe que alavancou a eleição de Jair Bolsonaro (PSL)(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Para Arlete Sampaio (PT), o impeachment de Dilma Rousseff (PT) foi um golpe que alavancou a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Entre críticas e elogios à gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB), a deputada distrital Arlete Sampaio (PT) afirmou que o partido não faz oposição cega ao GDF. Em entrevista concedida ao programa CB. Poder, parceria do Correio com a TV Brasília, na tarde desta segunda-feira (11/11), a parlamentar afimou que muitas vezes chegam projetos ruins do Executivo, que são discutidos com os deputados e melhorados.

“O que não concordamos é em privatizar empresas públicas e com o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges), sendo que o Sistema Único de Saúde (SUS) prevê gestão única das unidades. Porém, o que for bom para a cidade, vamos estar juntos, no sentido de apoiar o que possa melhorar a vida do povo”, destaca.  

Arlete elogiou Ibaneis na criação da Secretaria de Governo. “Do ponto de vista de pequenas obras, a cidade tem melhorado muito, está mais arrumada. É uma coisa que inovou, mas também tem muito a ver com o secretário (José Humberto Pires)”, comenta. Entretanto, a distrital reclama que, na área da saúde, “nada avançou”. Além disso, ela também critica a militarização das escolas. “Os estudantes estão infelizes”, diz.   

Retomada

Após derrota nas eleições para chefe do Palácio do Buriti em 2014 e 2018, a deputada distrital Arlete Sampaio (PT) acredita que a nova direção do Partido dos Trabalhadores (PT) terá condições de retomar o espaço político em Brasília. A distrital ressalta que o PT local fará reunião nesta segunda-feira (11/11) para definir estratégias e a mudança do diretório regional. De acordo com ela, a posse dos novos nomes escolhidos está prevista para 1° de dezembro. “Sem dúvida, nas últimas eleições tivemos o pior resultado da série histórica. Isso reflete toda campanha anti-PT e também nossos erros”, afirma. 

Arlete também destaca que o partido se articula parar criar uma esquerda unificada e usou o Uruguai como exemplo. “Vamos trabalhar para construir a unidade da esquerda. O próprio Fernando Haddad (candidato do PT à presidência nas últimas eleições) é um nome que pode voltar à cena política. Também temos governadores eleitos no Nordeste”, diz.  

Sobre a saída do ex-presidente Lula da prisão, na sexta-feira (8/11), a deputada ressalta que é um momento de reflexão e de definir estratégias. “Estamos mais felizes, foi uma mudança de humor”, comentou. Entretanto, de acordo com ela, as estretágias para o futuro serão discutidas no Congresso Nacional dos Trabalhadores, ainda em novembro.  

Golpe 

Para Arlete, o impeachment de Dilma Rousseff (PT) foi um golpe que alavancou a eleição de Jair Bolsonaro (PSL). “O golpe se manifesta em diversos capítulos”, comenta. “Hoje, nós vemos que teve fraude, no sentido da vontade popular, deformada por fake news. A gente tem muito chão pela frente”, frisa.  

De acordo com a distrital, a vitória de Bolsonaro foi fruto de uma campanha apoiada pelo segmento neopentecostal, que repercutiu fake news. “Inventaram o kit gay e a mamadeira de piroca. Basearam o discurso em duas coisas: que o PT destruiu a economia brasileira e que quer destruir a família, o que não é verdade”, rechaça.  

A distrital reconhece que o governo errou em “vários momentos”. “A gente fez muita coisa importante, mas não trabalhamos politicamente. Não organizamos a população. Outra falha é que o PT não fez as reformas estruturais no Brasil, sobretudo a política. Além disso, não fez a regulamentação da Constituição brasileira no que se diz respeito à imprensa”, afirma.  

CPI do Feminicídio 

Em 5 de novembro, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) instaurou a CPI do Feminicídio. A proposta foi assinada por 21 distritais e Arlete foi a responsável por propor a comissão ao lado de Fábio Félix (PSol). De acordo com ela, a ideia da medida é fazer uma análise do quadro de violência contra a mulher e sugerir melhores soluções. “Nossa intenção é enxergar melhor em que contexto se deram esses crimes. A partir disso, podemos ofertar sugestões que precisam ser feitas para deter essas tragédias”, garante.  

De acordo com a distrital, uma das pautas da CPI é checar os serviços de atendimento à mulher, como delegacias, e acompanhar as medidas que já existem, como o Prevenção Orientado à Violência Doméstica e Familiar (Provid) da Polícia Militar. “É um excelente programa, que acompanha a mulher com medida protetiva. Porém, o contingente de policiais é pequeno e tem de melhorar”, disse. 

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