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Correio Braziliense

Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores apresenta novos projetos

Novos negócios com foco na solução de problemas da sociedade começam a movimentar o mercado. Proposta de programa da Fundação Assis Chateaubriand é formar grupo de impacto, com olhar mais humano para produtos e serviços


postado em 14/11/2019 06:00 / atualizado em 14/11/2019 14:31

Equipe do Correio criou o projeto Pod Véi, com podcasts para disseminar a produção cultural para jovens(foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A. Press)
Equipe do Correio criou o projeto Pod Véi, com podcasts para disseminar a produção cultural para jovens (foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A. Press)
Olhar para o empreendedorismo como uma oportunidade de vida é um movimento ainda tímido, mas que vem crescendo entre os brasilienses. A cidade que respira funcionalismo público vem abrindo espaço para pessoas que não veem mais tanto sentido em suas profissões formais e sonham em ter seu próprio negócio. O que acontece é que muita gente não sabe por onde começar, como estruturar as ideias em algo viável. Para estimular o crescimento do empreendedorismo no Distrito Federal, surgiu a Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores, programa de empreendedorismo e inovação, da Fundação Assis Chateaubriand. Desde 2017, o programa já ajudou a estruturação de mais de 100 projetos, entre ideias de negócios, produtos e serviços que vêm ganhando espaço no mercado e impactando a economia local.


Neste mês de novembro, 11 novos projetos foram apresentados ao público por 25 empreendedores e intraempreendedores, depois de muitas reflexões com a ajuda de um time de facilitadores, orientadores de projetos, mentores e coaches da Comunidade Ei, para que as ideias fossem focadas na solução de problemas dos clientes e da cidade. A partir da abordagem de design thinking, os participantes da turma HX4 do curso Jornada Ei experimentaram as três lentes da inovação para avaliar se seus produtos e serviços são humanamente desejáveis, tecnicamente possíveis e financeiramente viáveis.

“É um primeiro olhar, a gente trabalha com educação empreendedora de base. Um trabalho que desenvolve o empreendedor em vários aspectos, tanto sociocomportamentais, que dão a percepção da dificuldade que é empreender, de autoconhecimento, para enfrentar as situações que virão, e algumas ferramentas de análise de viabilidade para desenvolvimento da ideia de negócio”, explica Mariana Borges, superintendente executiva da Fundação Assis Chateaubriand e uma das idealizadoras da Ei.

 

Turma HX4 da Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores(foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A. Press)
Turma HX4 da Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores (foto: Camila de Magalhães/FAC/D.A. Press)
 


Para Mariana, o trabalho vem ganhando relevância no ecossistema empreendedor de Brasília. “É motivo de orgulho o impacto que a gente começa a gerar. Já são muitos negócios abertos em diversos setores da economia, em vários estágios de desenvolvimento. Praticamente todos os empreendedores que seguiram com a ideia estão evoluindo. Estamos contribuindo de forma efetiva para a economia. Daqui a pouco, muitos outros estarão brilhando, gerando emprego, se realizando profissionalmente. Ajudamos no início do processo, é a forma como estimulamos pessoas a desenvolverem negócios com um olhar voltado para propósito, inovação e geração de impacto.”

Foco nas pessoas

O que moveu a arquiteta Aline França, 36 anos, e a advogada Natália Resende, 32, a empreender foram suas experiências com a maternidade. Elas perceberam nas dificuldades encontradas por mães e famílias com bebês uma forma de levar essas relações e descobertas de maneira mais leve, além de tornar isso uma possibilidade de renda. Aline e Natália inicialmente tinham projetos relacionados e acabaram se unindo na Jornada Ei. Como fruto dessa parceria, surgiu a Rede Mamífera, iniciativa que cria espaços e canais de acolhimento e apoio a gestantes, casais grávidos, recém-mães e famílias com bebê, a fim de promover a preparação para a amamentação e o pós-parto, desde a gestação, e suporte às escolhas e autonomia materna até o desmame do bebê. “Os ciclos de mentoria foram muito importantes para a gente pensar melhor e dar segurança de ir para um caminho mais efetivo do que se a gente estivesse lá fora sozinha, tentando fazer isso da nossa cabeça. A experiência de ser uma comunidade é fantástica. A consciência que isso traz, o olhar cuidadoso não só para o nosso, mas para outros projetos, é uma troca muito legal”, observa Aline.

Outras duas mães também vislumbraram numa necessidade real uma solução que estimula a economia colaborativa, guarda-roupa compartilhado e a sustentabilidade. A proposta da Bailanina, negócio criado pela jornalista Erika Meneses, 44, e pela arquiteta Juliana Garrocho, 44, é de aluguel de vestidos de festa para bebês e meninas de até 8 anos. “Nós demos um tempo do trabalho e procuramos algo para empreender. A Juliana veio com a ideia de aproveitarmos o acervo que já tínhamos e alugar esse tipo de roupa. A gente precisava aperfeiçoar nosso modelo de negócio e ajustar alguns gargalos que a gente não conhecia. E surgiram até possibilidades de parceria dentro da Comunidade Ei”, conta Erika.

O combate à violência doméstica surgiu como ponto forte da Rede Verbalize, projeto da empreendedora Gabriela Moreira, 26. Novas soluções para cuidados com animais também apareceram, como as ideias de Gabriel Barreto e Mariane Carneiro, 20. Gabriel criou um projeto de clínica para pets com preços populares. E Mariane, um petshop com produtos veganos. A ideia da startup de Paulo Lira também chamou a atenção, com a proposta da Bem – Comunidade de Saúde e Medicina Preventiva, que visa facilitar o acesso à assistência de saúde de qualidade por meio de uma plataforma digital que ajuda pessoas a encontrarem profissionais da saúde de qualidade, de maneira personalizada, humana e sustentável.

Inovação no Correio

O trabalho da Comunidade Ei também atende empresas já estabelecidas, com a possibilidade de estímulo à mentalidade inovadora e desenvolvimento de novos produtos e serviços. De olho nisso, o Correio Braziliense levou o desafio a nove funcionários da área de comercialização e marketing. Foram moldados dois projetos: um para entrega segmentada de conteúdos escolhidos pelo cliente (CB Click) e outro, que foi o vencedor da mostra de projetos da turma HX4, o Pod Véi, serviço de podcasts (um novo formato de rádio, com áudios acessíveis em plataformas digitais a qualquer momento) para disseminar a produção cultural de fora do Plano Piloto.

O projeto vencedor foi idealizado por Akemi Akaoka, Aila Bueno, Ângelo Carvalho e Dani Soraia. “Partimos para a pesquisa, fomos estudar o público, o mercado, e chegamos à conclusão de que um podcast seria interessante para apresentarmos como um novo produto do Correio, para atrair o público mais jovem”, explica Ângelo. Segundo ele, hoje o Brasil é o segundo colocado no ranking mundial de ouvintes de podcasts. Já são mais de 500 mil opções e 91,2% dos consumidores desses conteúdos são pessoas com menos de 35 anos. Os assuntos mais procurados são sociedade e cultura. Daí veio a ideia de prestigiar artistas e produtores de todo o Distrito Federal para bate-papos sobre música, fotografia, cinema, arte e expressão cultural de dentro e fora do Plano Piloto. “Ficamos contentes porque o público que nos escolheu faz parte do ecossistema empreendedor e viu o potencial comercial do produto. Vamos agora produzir mais episódios. Estamos com uma perspectiva boa e ansiosos para ver a forma que o projeto vai tomar”, completa Ângelo.

Na avaliação de Paulo César Marques, presidente da Fundação Assis Chateaubriand e diretor de comercialização e marketing do Correio, unir as expertises do grupo Diários Associados foi uma experiência de sucesso. “A reputação da Comunidade Ei vem cada vez mais crescendo no mercado, nessa área de empreendedorismo e inovação, colaborando com pessoas e empresas para que estejamos cada vez mais redirecionando nosso olhar para esse mundo em transformação, que já é uma realidade na nossa cidade. Fico feliz em ver o reconhecimento a esse projeto de podcast, pois é algo que estamos atentos para desenvolver no Correio com qualidade, efetividade para leitores e anunciantes. Isso tem a ver com o estímulo que a empresa está dando para novos olhares, incentivando o empoderamento das pessoas, formas de trabalho mais inovadoras, uma cultura mais ágil. Isso é importante porque tudo começa e termina com pessoas. São elas que vão fazer a transformação nas empresas. A gente tem que estimular as pessoas a se transformarem, buscarem novas alternativas, novos propósitos, para que isso seja internalizado na organização e que possa fazer a sua nova reconexão com o mundo moderno, em nosso caso, de geração de conteúdo.”

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» Saiba mais sobre a Ei! Comunidade de Aprendizagem para Empreendedores: www.ei.org.br | Instagram e Facebook: @ComunidadeEi

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