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Correio Braziliense

Novembro pode ser o menos chuvoso dos últimos quatro anos

A previsão é de que choverá com frequência a partir desta sexta-feira (15/11)


postado em 15/11/2019 06:00 / atualizado em 15/11/2019 15:49

Laís (E), com a mãe, Smeni: água de coco para aliviar o calor(foto: Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press)
Laís (E), com a mãe, Smeni: água de coco para aliviar o calor (foto: Vinicius Cardoso/Esp. CB/D.A Press)
Este pode ser o novembro com a menor média de chuva dos últimos quatro anos, com 226,9 milímetros. O último ano que registrou, no mesmo mês, quantidade inferior de precipitações foi 2015, com 167,8mm. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até nesta quinta-feira (14/11), choveu 54.2mm em todo o DF, ou seja, 24% do esperado. A previsão é de que choverá com frequência a partir desta sexta-feira (15/11).

A meteorologista Nayane Araújo explica que, em novembro, costuma cair bastante água, mas, em alguns anos, a seca — iniciada na segunda quinzena de maio e concluída na segunda quinzena de setembro — pode se prolongar, com temperaturas altas e baixa umidade por mais tempo. “Nesse período de transição entre a primavera e o verão, são característicos chuvas fortes e temporais. A partir do momento em que o clima se estabelecer, o tempo muda. Entra a umidade, e as chuvas podem ser fortes. Em alguns pontos, podem vir acompanhadas de rajadas de ventos”, afirmou.

Nesta quinta-feira (14/11), a temperatura máxima em Brasília chegou a 30,4ºC — a média dos primeiros 14 dias de novembro ficou em 31,4ºC. Para esta sexta-feira (15/11), a previsão é de céu nublado a encoberto, com pancadas de chuva e trovoadas em áreas isoladas. A temperatura mínima será registrada nas primeiras horas da manhã, 17ºC. A máxima pode chegar a 30ºC, à tarde, entre as 14h e as 16h. A umidade relativa do ar deve variar entre 95% e 35%.

O clima no DF divide a opinião dos brasilienses. Alguns não veem a hora de a chuva chegar para ter dias mais frescos. Outros preferem o calor para ter a liberdade de praticar atividades ao ar livre, como é o caso do servidor público Eduardo Valença, 31 anos. Morador da Asa Sul, ele frequenta o Parque da Cidade. “O bom do calor é que a gente se refresca no ar-condicionado. Quando chove, a gente acaba ficando mais limitado. Gosto de praticar wakeboard no Lago Paranoá, estar na piscina e praticar outros esportes”, contou.

Incômodo

A design gráfica Smeni Santos, 55, mora há um ano em Portugal e chegou a Brasília na segunda-feira. É a primeira vez que ela vem à capital federal para visitar a filha, a psicóloga Laís Simões, 31, que há três anos saiu de Minas Gerais. Na primeira noite na casa da filha, no Setor Militar Urbano, a mulher acordou de madrugada com a garganta seca. Ela nunca tinha sentido esse incômodo antes. “A minha primeira impressão não foi tão boa da cidade, porque aqui é muito quente, mas sempre tive o hábito de andar com garrafinha de água e a sombrinha na bolsa. Isso ajuda a aliviar”, disse.

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