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Correio Braziliense

Moradores reclamam da falta de estacionamentos em Vicente Pires

Pavimentação foi concluída em alguns trechos, mas não há vagas para carros, o que leva motoristas a pararem em locais irregulares, como ao longo da via ou em cima de calçadas. Administração diz que mudanças estão em estudo


postado em 16/11/2019 07:00

Moradores convivem com obras na região há quatro anos. Secretaria pede paciência e afirma estar trabalhando para entregar os trabalhos em 2020(foto: Cibele Moreira/Esp. CB/D.A Press)
Moradores convivem com obras na região há quatro anos. Secretaria pede paciência e afirma estar trabalhando para entregar os trabalhos em 2020 (foto: Cibele Moreira/Esp. CB/D.A Press)
As obras no Setor Habitacional Vicente Pires ainda não foram concluídas, mas em alguns trechos, a pavimentação já está pronta e em pleno uso. No entanto, motoristas e moradores enfrentam outra questão: a falta de estacionamento. Em alguns locais, a alternativa encontrada foi parar o veículo ao longo da via, próximo ao meio-fio, e até mesmo em cima de calçada.

O chefe de gabinete da Administração Regional de Vicente Pires, Samuel Oliveira, afirma que há um estudo para a criação de estacionamentos na região. “Essa é uma prioridade. Estamos desenhando um projeto de implementação de estacionamentos em locais apropriados para execução a partir do ano que vem. Houve um crescimento desordenado e precisamos nos adequar à nova realidade “, pontua Oliveira.

Ele conta que o projeto das obras em Vicente Pires é antigo e não contempla estacionamentos, por isso um novo deverá ser criado. Enquanto aguardam, moradores relatam a dificuldade de sair do condomínio com a falta de visibilidade na via em razão dos carros estacionados ao longo do meio fio, perto da saída de veículos.

O chefe de gabinete explica que, como a rua ficou mais larga, alguns motoristas acabam parando o veículo na pista, o que gera alguns transtornos e pode até causar acidentes. “Vamos fazer uma campanha com o Detran para conscientizar e orientar a população sobre onde parar. Evitar os locais próximo às saídas dos condomínios”, diz.

Para Geraldo Santos, 68 anos, morador da Rua 10, o maior problema é quando estacionam em cima das calçadas. “Calçada não foi feita para estacionar. A gente briga por asfalto e calçada para depois estragarem parando o carro em cima”, reclama o aposentado.
As sinalizações nas vias estão sendo implementadas à medida que a pavimentação é entregue. Um estudo de tráfego é feito para mapear os locais onde serão instalados quebra-molas e 
faixas de pedestres.

Demora

São quatro anos com máquinas, buracos abertos e ruas interditadas. Os moradores de Vicente Pires criticam a demora para a conclusão das obras, que começaram em 2015. Na última segunda-feira, a Rua 7 chegou a ser bloqueada como forma de protesto.

A comerciante Joana Dark, 45, estima que o movimento do salão de beleza caiu 80%. “Os comércios estão fechando. Em algumas ruas não dá para passar e os clientes estão preferindo ir em outras regiões.” Ela conta que a situação era bem pior antes e não reclama da obra em si, mas, sim, da demora na conclusão.

Para Rayane Melo, 31, a questão é ainda maior, pois ela sofre com problemas respiratórios. “Minha bomba de asma está sempre por perto, além dos antialérgicos. Isso todos os dias”, relata a servidora pública que, quando chove, prefere não voltar para casa com medo de ficar presa no meio do caminho com os alagamentos.

O subsecretário de Acompanhamento e Fiscalização de Obras da Secretaria de Obras e Infraestrutura, Sérgio Lemos, pede um pouco de paciência para a população. “A gente entende que há transtornos, mas estamos trabalhando para entregar a obra em 2020. Toda a atenção está voltada para Vicente Pires. O cronograma está dentro do estabelecido e vamos ultrapassar a meta para 2019, que é de 70% concluído”, ressalta.

De acordo com Lemos, há uma força-tarefa trabalhando nas ruas de Vicente Pires. Todas as empresas contratadas estão em campo executando obras de drenagem, pavimentação, instalação de meios-fios e construção de calçadas.

Até setembro, foram asfaltados 142.413 metros quadrados de ruas e avenidas e 49.843 metros quadrados de condomínios e chácaras. Já ganharam pavimentação, parcial ou integral, as ruas 3, 3B, 3C, 4, 4B, 6, 7, 8 e 10.

A Secretaria de Obras e Infraestrutura afirma que os trabalhos não vão parar mesmo com as eventuais chuvas no final do ano. No período chuvoso, a concentração será na drenagem, uma vez que não é possível trabalhar com a pavimentação com o solo úmido.

Segundo Lemos, ao menos 60% da implementação do sistema de drenagem já foi concluída. O investimento total previsto para a obra é de R$ 462 milhões. Até o presente momento, foram investidos R$ 222 milhões. Desse montante, R$ 75 milhões foram pagos somente em 2019.

Cronograma de obras

Lote 1
Empresa: JM
» Retomada da pavimentação na Rua 7 — Término depende das condições climáticas

Lote 3
Empresa: CONTERC
» Plantio de grama na lagoa 55 — 16/11

Lote 5
Empresa: ARTEC
» Execução de base, rua do Sicoob — 26/11
» Execução de base, rua Superbom — 26/11
» Execução de cortes para pavimentação na travessa 2 — 10/12
» Execução de calçadas na Rua 5 — 20/11

Lote 7
Empresa: JM
» Capa asfáltica nos condomínios 29 da Rua 3, 27A e 25/6 — Término depende das condições climáticas

Lote 8 
Empresa: GAE
— Ramais nas ruas 3 e 8 — 16/11

Lote 9
Empresa: BASEVI
» Execução de calçadas nas ruas 5 e 10 — 30/11
» Execução de pavimentação no Condomínio 98 da Rua 5 — 30/11
» Execução de pavimentação no Condomínio 92C da Rua 3 — 2/12

Lote 10
Empresa: BASEVI
» Execução de calçadas das ruas 7, 10 e 12 — 15/12
» Execução de imprimação da Rua 12 — 15/12
» Execução de pavimentação dos condomínios 158 e 160 da Rua 10 — 30/11

Lote 11 
Empresa: HYTEC
» Instalação de bocas de lobo na Rua 5 — Término depende da conclusão do meio-fio por parte do DER e Basevi
» Terraplenagem para greide das calçadas na marginal da Estrutural — 30/11

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