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Correio Braziliense

13º deve injetar R$ 8 bi na economia; maior parte vai para pagar dívidas

Segundo estimativa do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista), 40% do valor será destinado ao pagamento de dívidas. Especialistas recomendam priorizar despesas e investir o dinheiro extra


postado em 16/11/2019 07:00 / atualizado em 16/11/2019 12:42

Brasilienses vão investir parte do dinheiro em compras de fim de ano, projeta Sindivarejista. Gastos com viagens também estão na lista de prioridades(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Brasilienses vão investir parte do dinheiro em compras de fim de ano, projeta Sindivarejista. Gastos com viagens também estão na lista de prioridades (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
O pagamento do 13º salário deve movimentar a economia do Distrito Federal neste fim de ano. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista), a estimativa é de uma injeção recorde de R$ 8 bilhões. No ano passado o valor foi de R$ 7,8 bilhões.

No entanto, a maior parte desse valor deve ser destinada ao pagamento de dívidas e equilíbrio das contas. “Essa é uma tendência no Brasil inteiro. Cerca de 40% do pagamento de 13º deverá ser para quitar débitos. A outra parte é destinada mais a gastos com viagens e compras de fim de ano”, afirma o presidente do Sindivarejista, Edson de Castro.

De acordo com ele, atualmente, existem 780 mil famílias endividadas no DF. A maioria das despesas são com cartão de crédito, prestação de carro e condomínio. A aposentada Iolanda Santos, 60 anos, é uma que já se complicou com as contas e, agora, tenta sempre controlar os gastos. “Eu costumava comprar demais, uma ida ao shopping já saía com alguma coisa”, lembra a moradora da Asa Sul.

Iolanda mora com a mãe e a irmã e pensa em ter um cantinho só dela. “Este ano, uma parte do meu 13º foi para pagar as contas e a outra eu vou guardar para comprar a minha casa.”

Já o auxiliar de cozinha Wesley Araújo, 24, não pretende guardar uma reserva do primeiro 13º salário que recebe. “Eu vou aproveitar para trocar de celular, comprar um modelo mais novo”, conta, acrescentando que também irá comprar presentes para a família neste Natal.
 
Auxiliar de cozinha Wesley Araújo vai receber o benefício pela primeira vez e quer comprar um celular novo(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Auxiliar de cozinha Wesley Araújo vai receber o benefício pela primeira vez e quer comprar um celular novo (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 

Especialista em economia doméstica, Roberto Bocaccio Piscitelli orienta que é sempre bom priorizar as despesas na hora que aparece um dinheiro a mais no orçamento. “Dar preferência ao pagamento de dívidas e ter uma reserva para os gastos já esperados no início do ano podem ajudar aqueles que querem fechar o ano com as finanças mais equilibradas”, pontua o economista.

Danielle Maia, 34, diz querer utilizar parte do pagamento do 13º para ajudar a pagar o IPVA. “Sempre prefiro guardar para pagar despesas extras ou colocar uma parte na poupança. Esse ano também pretendo utilizar o dinheiro para viajar em janeiro.”

Viajar também é o desejo de Mathias Vasco, 3. O pequeno irá à Bahia no fim do ano com a mãe, Thais Vasco, 32. Ela, que trabalha como apoio administrativo, pretende deixar o 13º para auxiliar os gastos na ida ao Nordeste. “Não tenho destinação certa, mas quero deixar para se precisar poder usá-lo na viagem”, conta.
 
Thais Vasco vai com o filho Mathias à Bahia e usará o dinheiro para ajudar nas despesas da viagem(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Thais Vasco vai com o filho Mathias à Bahia e usará o dinheiro para ajudar nas despesas da viagem (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 

Dica é priorizar gastos

Roberto Bocaccio Piscitelli, economista especializado em economia doméstica, dá algumas dicas para um melhor aproveitamento do 13º salário neste fim de ano.

» Priorize o pagamento de dívidas. Se não der para quitar o total, renegocie o valor do débito.
» Evite comprar por impulso. Principalmente se a compra não for necessária e fugir um pouco do orçamento.
» Guarde uma parte do dinheiro para investir, colocar na poupança ou em outras formas de aplicação.
» Se possível, deixe uma reserva para os gastos de início de ano, como IPVA, IPTU e material escolar.

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