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Correio Braziliense

Promotor de Justiça Libânio Rodrigues defende cotas em universidades

Ouvidor do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) participou do CB.Poder nesta segunda-feira (18/11)


postado em 18/11/2019 15:19 / atualizado em 18/11/2019 15:55

(foto: Reprodução// YouTube)
(foto: Reprodução// YouTube)
Em entrevista ao programa CB.Poder, parceria do Correio com a TV Brasília, na tarde desta segunda-feira (18/11), o ouvidor do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Libânio Rodrigues, defendeu a política de cotas raciais nas universidades. Para o promotor de Justiça, esse sistema é importante para uma sociedade justa e igualitária não só nas universidades, mas também no mercado  de trabalho. 
 
"Batalhei muito pelas questões das cotas, porque eu não vendo a cota em si. A política da cota é uma parte do que se chama de política de ação afirmativa", destacou Libânio. "O Censo demonstrou que pouco mais de 50% dos estudantes nas universidades públicas e federais são negros e pardos, e isso só se refletirá na nossa sociedade daqui a uma década, quando essas pessoas estiverem no mercado de trabalho advogando, fazendo concursos públicos, sendo médicos, engenheiros, coisa que a gente não enxerga (agora)", afirmou.

O ouvidor do MPDFT também alertou para o racismo no país. "A situação do negro no Brasil passa por essa questão cruel chamada racismo. Que vai desde a situação de agressão verbal até o racismo institucional, que impede a mobilidade das pessoas por conta da sua cor." Para enfrentar essa realidade, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios atua com o Núcleo de Enfrentamento à Discriminação. 
 
 Confira a entrevista de Libânio Rodrigues na íntegra:
 
 

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