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Correio Braziliense

Terceirizados encerram greve e voltam ao trabalho em hospitais públicos

Empresa responsável pelos serviços de limpeza e vigilância quitou salários dos trabalhadores na noite desta terça-feira (19/11)


postado em 19/11/2019 19:13 / atualizado em 19/11/2019 21:38

Vigilantes cruzaram os braços na última segunda-feira (18/11)(foto: Divulgação/Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF))
Vigilantes cruzaram os braços na última segunda-feira (18/11) (foto: Divulgação/Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF))
Vigilantes e funcionários da limpeza das unidades de saúde do Distrito Federal encerraram, na noite desta terça-feira (19/11), as greves por atraso de salários. As categorias retornaram ao trabalho após o depósito dos vencimentos, realizado, no início da noite, pela Ipanema Segurança, empresa que presta serviço aos hospitais. 

Em reunião no Palácio do Buriti, na tarde desta terça-feira (19/11), representantes das categorias, da Ipanema e secretários de governo entraram em acordo para o pagamento da fatura referente a setembro, saldo utilizado para regularizar os salários dos trabalhadores.

“Na tarde desta terça-feira (19/11), foi realizado o pagamento do montante de R$ 5 milhões à empresa Ipanema Segurança. É importante frisar que o BRB (Banco de Brasília) antecipou o pagamento, o que possibilitou à empresa regularizar a situação de seus funcionários”, afirmou, em nota, a Secretaria de Saúde (SES).
 
De acordo com sindicatos das categorias, durante a reunião no Buriti, também ficou acordado que nenhum trabalhador será punido pela participação na greve. No entanto, os prestadores de serviço terão que repor as horas de trabalho que ficaram pendentes durante a paralisação. 

Com o atraso nos pagamentos, funcionários da limpeza estavam parados desde 12 de novembro. Já os vigilantes, cruzaram os braços na última segunda-feira (18/11). 
 

Acúmulo de lixo

Durante a paralisação, acompanhantes de pacientes chegaram a realizar a limpeza no Hospital de Brazlândia. Os hospitais regionais de Taguatinga (HRT) e Samambaia (HRSam), além do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB)UPA’s e postos de saúde também sofreram com a greve gerada pelo débito com os terceirizados. 
 

No HRT, o diretor teve de recolher a sujeira. No Hospital Regional de Ceilândia (HRC), funcionários montaram um mutirão de limpeza. Segundo a Secretaria de Saúde, a greve atingiu 70% dos funcionários. O restante atuou normalmente nas unidades. Ainda de acordo com a pasta, a limpeza em locais considerados essenciais, como pronto-socorro, centros cirúrgicos e salas de pós-operatório, foi feita.  

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